quinta-feira, 10 de junho de 2010

Olá, amigos

   Ventor 10.06.10

 Olá! Sou o Tobias

Ventor transformou as mensagens do Quico, em mensagens dos Amigos do Quico e, depois de termos tido por ali uma conversinha, entre o choupo e a janela da varanda, ele perguntou-me se eu queria deixar, por aqui, alguma mensagem sobre as coisas do Quico que o Ventor resolva publicar.

Ele contou-me esta história que já antes tinha contado ao Quico e o Quico me contou a mim e eu achei que o Ventor devia de contar essas histórias a todos e, especialmente, a mim que ando por aqui à sua volta sempre à procura de umas historinhas.

Por isso, acho que ele deve colocar aqui, nesta janela, todas as histórias que um dia contou ao Quico e também aquelas que acabará por me contar a mim, também, porque eu vou-lhe puxar pela língua. Ai vou, vou!

Então, se se quiserem rir das maloqueiras do Ventor (mas não lhe digam que eu disse isto), vejam a continuação dessas histórias aqui, nesta janela do Ventor observando o Passado, como esta caminhada de Alexandre Magno na India.

Se gostarem de histórias enredadas nas maloqueiras do Ventor, acho que vale a pena.


Lince ibérico, em perigo de extinção

sábado, 5 de junho de 2010

Amigos

  Ventor 05.06.10

Amigos do Quico eram também os caracóis!


O Caracol estava mesmo em fuga, em pleno passeio, com risco de ser esmagado

Um dia, passamos por Colares e compramos um molho de grelos chegados da horta, e naquela pequena mas célebre feira de produtos agrícolas, alguns ali da terra, outros vindos sabe-se lá donde, mas quase todos dali, quando produtos da época.

Quando não são dali, são quase sempre produtos do nosso vizinho do lado - dos espanhóis! E dali, diz o célebre provérbio popular, nem bom vento nem bom casamento.


Olhem como ele corre!

O que há por lá, com fartura, além de produtos agrícolas, frutas e não só, são alguns "Aliertas" que nunca cá deviam ter posto os pés. Também de um casamento de fufas como a PT e a Telefónica, não haveria filho adoptivo que se safa-se! Foi assim em Marrocos, é assim no Brasil e será assim em todo o lado.

Mas, pelo menos, o molho de grelos que nesse dia trouxemos de Colares, não era espanhol, era produto da terra. E não tenho dúvidas nenhumas porque, com o molho de grelos vinha um caracol e o Quico que não deixava passar nada, foi logo meter-se com o caracol.

Um cumprimento com a sua luva fofinha e a célebre pergunta: "olha lá, oh caracol, de onde vens?

«Sei lá», disse o caracol. «Fui apanhado numa cilada. Felizmente não me toparam porque, se me topassem, eu iria parar a uma panela onde mandam coser os amigos".

E não! Peguei no caracol e fui coloca-lo na zona mais protegida do jardim, junto à ribeira. E depois de uma conversa entre amigos, o caracol disse: «vou ficar a dieta mas pode ser que me safe. Grelinhos é que nunca mais»!

Mas eu, para ele se adaptar à dieta, levei-o numa folha de grelos!

Ontem encontrei um caracol numa grande corrida! E num local, onde a possibilidade de ser esmagado era muito elevada.

«Sai da frente Ventor»!

"Porquê? Porque foges"? perguntei-lhe eu.

«Anda aí um gajo com um saco de plástico».

"Esse gajo já vai longe. A ti já não te apanha".

«Isso é o que tu dizes! Ele vai voltar a passar aqui. Eu já o topo"!


Este melro também não estava satisfeito com o trabahador do jardim que abriu a rega. Ainda me gritou: "foje Ventor"!

Peguei nele e coloquei-o num sítio onde, julgo eu, só eu e o Marduk se lembrariam de procurar um caracol!

Passei, assim, a manhã no meio de amigos. Caracóis, lavandiscas, pintassilgos, melros, libelinhas, um gaio passou para me cumprimentar, e muita outra bicharada.

À noite, acompanhei outros amigos numa grande jantarada, nos anos da Rita, que fazia 28 lindos aninhos e que me prometeu que, quando fizesse anos com os números de ontem invertidos, me voltaria a convidar para a sua festa de anos. E eu lá estarei! Mas, entretanto, o pai da Rita que andara a limpar o jardim, fez umas podas e deu com dois ninhos de melros. Um eu deixo aqui esta foto tirada quase às escuras e por cálculos, senão, teria de ir buscar um banco e não queria que o melro espreitasse estes curiosos lá de longe. Não saiu nada mal! Ah, nunca tirem fotos com flash a ovos ou pássaros bebés.

 
Este ninho foi-me mostrado ao jantar e, parece-me que, com receio de tanta gente, o melro teve de dormir fora de casa. A não ser que eu não o conseguisse ver, porque só subindo um banco ou levantar os braços e disparar a máquina, mas não o quis perturbar e, agora só com o andar do tempo saberei o que valeu a perturbação da festa para os primos do Tobias


Lince ibérico, em perigo de extinção

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Flores no Lugar do Sol

   Ventor 03.05.10

Mas no Lugar do Sol, não há só animais, para além das pessoas.

Há também flores. Muitas flores.

A primeira coisa que o Ventor faz quando chega ao Lugar de Sol é cumprimentar as pessoas e os seus amigos. Depois vai espreitar os coelhos, em redor, de seguida, observa com mais acuidade a ver se descrutina as perdizes que ouve cantar e, por fim, faz uma observação aérea para ver se os seus amigos alados estão por ali. As aves de rapina, normalmente, também estão presentes.

Depois, enquanto nós conversamos sobre a vida, tipo colocar conversas em dia, o Ventor some e, se o queremos ver, é a brincar com os animais, a observar os coelhos ou, então, a caminhar entre as flores. Caminha e fotografa! Mas como eu não percebo nada disto, nada de fotografias e menos ainda de slideshows, terá de ser um trabalho para ele. Estive dias à espera que ele me colocasse aqui o slideshow das flores, no Lugar do Sol.

Ele anda a ficar relaxado!

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Lince ibérico, em perigo de extinção

domingo, 25 de abril de 2010

Em redor do Lugar do Sol

   Ventor 25.04.10


 Hoje toca-me a mim, a Dona do lindo Quico, a falar dos seus amigos

O Lugar do Sol

Caminhar no Lugar do Sol, ou caminhar em seu redor, é caminhar entre as belezas da vida, como diz o Ventor.

É caminhar entre flores e animais, ... é caminhar sob os auspícios do seu (nosso) amigo Apolo, é caminhar, sob as asas do falcão, ... enfim, é caminhar bem perto, e também, bem longe, das rotinas de todos os dias.

Foi isso que fizemos ontem.

Fomos ver os nossos amigos. Lá estavam a fazer-nos a recepção, com as caudas num vai-vém permanente, o Gaspar, a Maria, o Stick e, no seu espaço especial, o Rafinho e as Chinchilas e, o Senhor da casa, o Gil.

O Gaspar, estoirado de brincar com o Ventor, persente os coelhos lá fora da rede e sonha como a vida é bela, em paz

Também havia um ninho de passarinhos! À chegada, os ovinhos e, perto da partida, já um passarinho penugento que lhe apeteceu apressar a sua caminhada, só para cumprimentar o Ventor, não fosse ele, nem sequer, dar pela sua presença. Vi a sua mamã, de cabeça perdida, com comer no bico, sobre o telhado, a pedir a todos os deuses para que os amigos do Ventor não façam mal aos seus ovos e ao seu primeiro filhote.

O Stick só está bem a olhar para a máquina do Ventor e perguntar-se-à para que servirá aquela coisa que o Ventor está sempre a pôr na cara

Mas, numa determinada altura, vi o Ventor sentar-se no muro, junto ao portão, um pouco afastado, a tentar certificar-se de que pássaros seria o ninho. Dali, tentava identificar todos os movimentos em redor do ninho e lá vimos um pardal com comer no bico. Pensamos que seria o macho para levar o comer à fêmea e que esta estaria no ninho, mas não, viemos a saber, um pouco mais tarde que, o casalinho de pardais já tinha o seu primeiro rebento desta época. Eles eram velhos amigos que já estão habituados a cumprimentarem-nos sempre, especialmente, ao Ventor, que aproveita todos os momentos para caminhar a seu lado..

 

A Maria, com um instinto de caça muito apurado, sonha que tem os coelhos todos controlados. Por isso, vai sempre espreitá-los à rede. Até parece que os conta

Depois vi, pela janela, a Maria ficar longe a observar o Ventor e, de repente, disse para o irmão: "Gaspar, acho que o Ventor está triste. Vou animá-lo"!

O Gaspar respondeu: «deixa o Ventor, sossegado, Maria»!

Mas, não! Pareceu que tinha dado uma fúria à Maria que a levou a fazer uma grande cavalgada, rumo ao portão e mandou-se ao Ventor cheia de alegria e, com uma fogosidade tal que, se não a conhecesse, me teria assustado. Então, observei o Gaspar que, cheio de ciúmes, iniciou, também, a sua corrida em direcção a eles e pareceu-me que disse: «eu também quero brincar com o Ventor!»

O Gil, sente-se rei da casa com os mimos de todos, especialmente do dono e da dona e acha que o trouxeram do Algarve a morrer e que já está no paraíso

 

Os dois mandaram-se ao Ventor com uma doidice tal que me parecia que não se iria aguentar com eles. Como o Ventor alinhou com eles, foi o fim do mundo entre o Ventor e aqueles dois. Saí e o Stick e eu, mantivemo-nos afastados a observar a doidice daqueles três e só quando desceram agarrados ao Ventor é que o Stick lhe fez uma festa e lhe disse: «Ventor, tu ainda não sabias que esses dois são malucos»?

Mas o Ventor respondeu-lhe que as maluqueiras também são belas e foi então que o Stick também se mandou a ele cheio de entusiasmo.

Giro, giro, foi quando ele apontou a máquina ao falcão lá nas alturas e lhe pediu para descer. O falcão não lhe ligou e , o Ventor, com toda a calma me diz: «filho da mãe! Disse-me que não está em condições para a festa. Está em fato de trabalho». De facto, o falcão subiu, penetrou nas nuvens escuras e sumiu.

 
As flores até se sentem mais viçosas com a presença do Ventor

Depois, o vizinho deles, que também tem alguns cães, veio convidar-nos para ver a sua bicharada e para o Ventor lhes tirar algumas fotos e lá fomos nós quase todos, ... os cães também queriam mas, para eles foi tabu!

O Ventor entrou no meio dos bichos e era só click, click, click, ... mas nunca usou o flash para não perturbar os animais. Nem no ninho dos passarinhos, nem nos coelhinhos, nos furões, nos outros passarinhos da casa, ... Mas em zonas com tão pouca luz, eu faço ideia como as fotos vão sair. Veremos.

Depois, quando íamos embora, o Ventor ficou para trás a tirar fotos e do quintal, junto ao galinheiro, começou a tirar fotos ao galo que se encontrava nas ervas fora, pois saem e entram por um buraco na parede. O galo foi abandonando as galinhas e os patos gansos sempre a mirar o Ventor e os seus clicks. Por fim, o galo inicia uma cavalgada e como o Ventor conhecia o truque do buraco, saíu dali apressado e fechou a cancela de metal. Quando o galo chegou já o Ventor lá não estava.

Pudera! O galo decidiu, depois de tanto observar, correr com o intruso que estava no seu galinheiro e que não era o seus dono.

Este galo fadista, está convicto que o Ventor veio de outro planeta para roubar os ovos das suas amadas e tomar conta da capoeira

 Mas o Ventor, cheio de curiosidade, disse ao dono do galo: «achei o seu galo com cara de poucos amigos. Ele alguma vez atacou pessoas»? O senhor disse-lhe que não mas que mandara matar outro, igual a ele, porque tinha atacado um miúdo. Então o Ventor ficou a pensar para com os seus botões e disse-me: «os raios dos galos desta terra não gostam mesmo de mim! Mas já descobri porquê! Eles vêm as pessoas estranhas e que ninguém lhes liga. Agora apareço eu, estranho, penetro no seu reino sem autorização e zás! Não hexitam, declaram-me guerra e pronto»! Depois virou-se para trás e, já protegido, olhou para o galo. «Põe-te a pau, olha que segues o destino do teu companheiro e do teu vizinho, lá de cima». Depois disse-me: «era o outro que defendia o seu espaço, agora é ele».

Lince ibérico, em perigo de extinção

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Um novo Amigo do Quico

  Ventor 23.04.10

 Caminhando entre flores e entre sol e sombra, eis que me senti estar a ser observado. Era este menino!
Ouvi, "Pst! Pst! Pst"!

Olha, olha! Já que não te identificas ...

Como te vou chamar, penudo?

Chamo-me, Januário!
 
 
Januário? Um bom nome, para um novo amigo do Quico e do Ventor 
E o penudo, lindo, pergunta:
"tu não és o Ventor"?
Sou, sim!
"Ora, ora! Só tu podias ser o Ventor, a brincar assim com uma aranha. Sabes, Ventor, que só de te ver nessa brincadeira, já não me apetece comer aranhas?
Mas não faz mal, Ventor, sempre sobrarão por aí algumas.
Andarei por aqui e caminharei a teu lado. Disseram-me que tu era amigo dos amigos do Quico e, quem é amigo dos amigos do Quico, será sempre meu amigo.
No entanto, pelo sim, pelo não, não me chego mais!
Sabes, Ventor? Hoje estive com o mensageiro! É lindo o mensageiro, o teu amigo gaio. É quase parecido comigo. Mas olha Ventor, recebi a mensagem do mensageiro a dizer-me que o Quico diz que somos todos filhos do sol».
Pois, somos! E, ...
"Salvé, Ventor! Andarei por aqui, e ... cá nos encontraremos".
 
E lá se foi mais este lindo amigo do Quico.
Sê sempre bem aparecido, passarinho lindo, ... Januário!


Lince ibérico, em perigo de extinção

Quico

  O Quico continua a observar-nos Ele era o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ...