segunda-feira, 27 de abril de 2020

O Sr. Pavão

Olhem como este passarão sabe apreciar a paisgem! O galho do pinheiro é a sua bancada. Dali ele consegue apreciar duas cidades. A Amadora e Lisboa. E lá ao fundo, algures, deve estar o ninho da pega!

 O Sr. Pavão

Mas a bancada consegue encher, segundo dizem ao Ventor, e os bilhetes são de borla! À sua volta o jogo é poder acordar todos os dias. Despedir-se do nosso amigo Apolo à tardinha e dar-lhe as boas-vindas na manhã seguinte.

O Bezerro e o Ventor

Isto é demais!

Há cada animal neste mundo que aqui o vosso amigo Quico até fica banzado! Imaginem-me com o Ventor junto destas, ... destas belezas! São as rainhas das montanhas, acho que é assim que a rapaziada lhe chama agora. O primeiro que lhe chamou "rainhas das montanhas" foi o Fabrice, filho da França e de Adrão. O Ventor pegou na deixa, porque é assim que ele as vê! Ver caminhar as vacas, por entre as moitas e as rochas, farão lembrar a caminhada duma rainha francesa nos corredores de Versalhes, como se vê nos filmes de capa e espada de Jean Marais - diz o Ventor!

Diz o Ventor que as vacas caminham nas montanhas do norte com uma segurança a toda a prova e vê-las deslizar naqueles penhascos, é apreciar um espírito de nobreza puro que se observa no seu porte, na sua passada e no seu próprio olhar.

Eu já estou farto de ouvir o Ventor falar das vacas que eram suas amigas e companheiras de caminhada e que ele nunca esquece, mas agora ele mostra-mas! E eu acho-as tão lindas que quase não acredito! Estes animais, como podem ver, expressam amor no olhar. Elas são companheiras inseparáveis dos seus donos! Estas o Ventor nem sabe de quem são, mas sabe que são de Adrão e tem a certeza que, mesmo não as conhecendo, conhece os seus donos. Elas estão frente à aldeia e os donos conseguem vê-las da janela e, certamente, também estarão a ver o Ventor, mesmo não sabendo que é ele que está lá.

Se fosse noutros tempos, o Ventor saberia de quem são estas vacas. Ele conheci-as todas! Mas há uma coisa que eu não vos devia dizer, mas acho que o Ventor é maluco. Não lhe digam nada, mas acho que sim! Sabem porquê? Um indivíduo que anda pelas suas montanhas, de carro ou a pé, que sabe que tem de fazer uma viagem de quase 500 kms até Lisboa e que mesmo assim, no último dia, decide levantar-se muito cedo, levar o carro dos Arcos de Valdevez até Adrão, ouvir os galos cantar e depois ir a pé à Assureira, numa correria sem fim e quase ficar lá estendido, regressando pelas montanhas sob um calor abrasador, só sendo chanfrado. É o que a minha dona diz e tem razão!

Depois ele conta-vos a sua caminhada pela Assureira!

 

Ele diz que, depois de atravessar o Grilo, e a Corga das Estacas, sobre um calor abrasador, encontrou esta vaca na Lama das Cruzes e, mal que ela abriu a boca, disse logo: «Ventor»!!!

 

Esta outra estava logo a seguir, deitada à sombra, dormitando e remoendo as ervas secas, num estradão que não havia no tempo do Ventor. Olhou o Ventor de soslaio e disse-lhe: «andas por aqui? Já viste o meu rapazola, como ele é tão lindo»?

 

O rapazola, este belo vitelo, que também estava deitado, bem formado que é, bem mais que muitas pessoas, levantou-se e fez uma vénia ao Ventor, e disse: tenho poucos meses mas já ouvi falar em ti e tenho muito gosto em te conhecer».

 

O Ventor disse-lhe que era muito bonito e que nunca abandonasse a sua mãe acontecesse o que acontecesse, pois é na união de todos que se pode atingir a longevidade e que tinha por ali alguns amigos que gostariam de lhe dar uma dentada, razão porque nunca deveria abandonar a mãe! E o Ventor tinha razão, um indíviduo, seja qualquer animal, seja uma pessoa, deve sempre acompanhar a sua mãe. Eu não fugi à minha mãe nem ela me abandonou! Este mundo dos homens é que complica tudo! Espero que este vitelinho nunca abandone a sua mãe!

 

Vêm como ele olha e escuta o Ventor?

 

Depois pede ao Ventor para não se ir embora, mas ele disse-lhe que tinha de ir e que devia estar nos Arcos pelas 13 horas para almoçar, ir a outro sítio, e preparar a arrancada para Lisboa.


 

«Então adeus Ventor! Nunca te esqueças de mim, ok»? Vejam o que ele foi dizer! Como se o Ventor esquecesse coisas lindas como ele.

Sabem que o Ventor ainda o quer ir ver este ano? Telefonaram-lhe, há pouco, da América a dizer-lhe que se prepare para fazer mais uma arrancada até Adrão, dentro de dias! Lá vou eu ficar sem ele outra vez! Que chatice!!!

Vejam o Fotoblog do Quico

Setember eleven

Nunca esqueçam!

Nunca esqueçam que neste mundo há muito homem maldoso, muito homem doente! Em vez de fazerem a apologia dos mártires, mais deviam de fazer encomendas de camisas de força. Esse seria o melhor método para segurar os doentes que todas as sociedades exibem.  Mas, em nome da democracia e dos direitos humanos libertam-nos quando eles tudo fazem contra os tais direitos. Não falo apenas dos fautores anónimos do terror mas daqueles que a Justiça, em nome do bom comportamento ou de nada, vão libertando, permitindo-lhe, muitas das vezes, continuarem a levar àvante os seus objectivos pérfidos.

Hoje comemora-se mais um ano desse terror massificado. E, como animal que sou, em nome dos homens, espero que nunca esqueçam este dia e também que eles continuam por aí! Estes "eles" são homens que não pensam, são máquinas dominadas pelo próprio terror que só o demónio consegue aplicar.

Em nome da liberdade, e pela liberdade, estejam atentos!

 

O Ventor tem uma velinha para acender por todos os inocentes que perderam a vida no 11 de Setembro de 2001, nas Torres Gémeas, em new York, bem como em todos os outros locais. E não esqueçamos que foi gente de todo o mundo que morreu às mãos de animais  sem escrúpulos - doentes mentais!

No Rescaldo

Amigos, o Ventor abandonou-nos a todos e foi directo às suas Montanhas Lindas.

Desta vez sei que andou por lá muito triste. Diz a minha dona que, desde que chegou a Arcos de Valdevez e começou a ver os contrafortes das suas Montanhas Lindas carbonizados, não voltou a ser o mesmo. Ele conseguiu subir o Mezio sempre a olhar as Montanhas, só o canto do olho direito olhava a estrada.

Agora disse-me que foram uns dias de tristeza. Ele já cá está e só vê fotos a passarem-lhe pela frente. Tudo carbonizado!

A  Floresta de Travanca. À rectaguarda do Ventor estava uma das mais belas florestas deste país, descrente de tudo

Mas sabem que o Ventor diz que o Senhor da Esfera colocou-lhe flores no caminho por onde passava, apenas uns dias após o incêndio? Verdade! O Ventor não mente.

 

O Senhor da Esfera anima o Ventor, colocando no seu caminhos as suas belezas 

Disseram-lhe que a grande chuvada que caíu antes dele lá chegar, colocou o rio de Adrão, cujas cachoeiras são sempre branquinhas, todo negro. Até as cachoeiras eram negras. Essas o Ventor não viu negras. Mas, dias depois dessa grande chuvada ter caído sobre as suas Montanhas Lindas, viu ainda três fumarolas dos torgos das urzes cujas raízes ainda ardiam debaixo da terra. Uma fumarola no Mezio, outra nos montes de Bordença, e outra na Brusca.

Mas no meio das suas tristezas, o Ventor ainda teve alguns momentos de alegria. Não viu o Monte Gião queimado e viu por lá quando andava a ver as obras de seus tatararararavós, os garranos nas suas folgazias nas sombras das árvores e por entre os fetos. Viu dois grupos em plena guerra aberta no estradão que sai do Mezio para o Monte Gião. Ele pensa que os dois chefes dos grupos ainda o ameaçaram ao ponto do Ventor ter de levantar do chão um tronco do ramo de uma árvore, havia ali vários e eles afastaram-se.

 

Os garranos, no estradão do Monte Gião, vão zangados e vão implicar com o Ventor. Teve de pegar num arrocho pois os dois machos cabecilhas dos dois grupos que iam desavindos, uniram-se para ameaçá-lo. O Ventor estava só e já antes, a minha dona, a irmã do Ventor e o Poussi, um leãozinho em miniatura, tiveram de se meter no automóvel, mas antes de lá chegarem pegarem também em paus

Nunca confiem demasiado nos garranos e nunca vão para os montes apenas com máquina fotográfica. Levem sempre uma vara! Eles têm medo da vara! Não têm medo de máquins fotográficas.

Depois o Ventor também tropeçou, por acidente nas festas de S. Bartolomeu no Conselho de Ponte da Barca. A minha dona gosta mais da Barca que dos Arcos. Para o Ventor tudo é bonito, pois gosta dos seus rios, do Vez, do Lima e dos seus abastecedores de água, nem se fala! Ele sabe onde nascem as águas portuguesas que abastecem o rio Vez e o rio Lima.

 

Uma das nascentes das montanhas Lindas do Ventor - a Corga da Vagem. A nascente é no meio das urzes que resistiram ao incêndio devido ao poulo que as cerca e  dirige-se para Bordença. São as suas águas mais altas. Por detrás, fica a corga das Forcadas e no cimo, a sua fontinha, a nascente mais alta que abastece o rio Ramiscal

Ele depois conta-vos tudo!

Os nossos amigos

Mais uma vez o Ventor trouxe mais amigos para casa.

Desta vez foi com a minha dona comprar comer para o Branquinho e seus amigos e ao chegar, colocou as compras sobre o banco do jardim e desatou a correr pelo jardim abaixo que até parecia maluco. Ouviu um cão a ladrar e pensou que estava a tentar fazer mal ao nosso amigo Branquinho, mas não. O som vinha lá do fundo junto à ribeira, mas estava noutro lado e o Branquinho veio logo, todo espevitado, ter com o Ventor.

O girassol e o "zum-zum"

Depois o Branquinho pediu ao Ventor para tirar uma foto ao girassol, este deve ser o quinto. Mas qundo o Branquinho viu o insecto a alimentar-se do girassol, disse logo ao Ventor que não lhe ia fazer mal, porque ele também queria comer aquelas coisa maravilhosas daquela maravilhosa flor.

De seguida o Ventor veio para casa com a minha dona e trouxe também esta maravilha de cores e beleza com ele na máquina. Diz que já são amigos há bastante tempo.

 

Uma arara muito linda

«Ventor, Ventor! Chega aqui que eu não sou o Marduk"!

Ainda há quem faça este mundo tão feio quando ele é tão bonito!

Mas pronto, estes são os nossos reais, os nossos verdadeiros amigos. Aqueles que não viram costas só porque lhe dá na gana. São aqueles com que podemos contar sempre, pois são eles que nos mostram a verdadeira beleza deste mundo.

O Ventor chegou

O Ventor chegou das suas Montanhas Lindas!

E vejam lá que o Ventor é tão complicado que até arranjou amigos Malinos. Mas ele é assim mesmo! Gosta de festas, de fanfarras, de bombos da festa, das gaitas galegas, das concertinas (e mais ainda quando bem tocadas por caras lindas como as que viu nos Arcos, como a menina de 12 anos que com os olhos cheios de brilho respondeu á pergunta de quem tocava a concertina. «EU»!!! "Quem é capaz de bater o grade Delfim a tocar concertina"? «EU»!!!! Ele diz que há muitas belezas no Norte.

Ele diz que ia morrendo de calor lá pelo Norte (sempre perto dos 40 º!), mas aqui também não esteve nada bom, nesse aspecto. Mas disse-me que apesar do calor ainda havia coisas boas, como as nascentes ainda terem água fresquinha como se saísse de um frigorífico.

A nascente das Fontes

O Ventor foi com a minha dona e com os avós do Tomás e da Maria e eles ainda não me disseram, mas já sei que vão dizer que, sempre que o Ventor chega lá cima fica maluco de todo. Ele nem lá no norte deixa os seus amigos bichos em paz. Mata saudades enquanto olha tudo em redor com olhos de lince e nada lhe escapa.

 

Nem este alado, espécie de vespa negra 

E as borboletas? Ele insistiu que tinha de as trazer para a sua colecção.

Descendente de velhas amigas

 

A mais difícil de todas. Diz que não gosta de Paparasis!

 

Esta beleza disse, «olá» ao ventor e ele diz que até parece que sorriu 

Mas o Ventor não ficou só pelas borboletas. Ele diz que esta lagartixa foi transformada por Flora na guardiã do moinho que em tempos moeu o milho que tanto trablho dava para fazer a farinha e depois o pão. Ela estava à porta do moinho e disse, também: «Olá ventor»!


 

O moinho da Ponte 

E os gaios? Os gaios pareciam baratas tontas em volta do Ventor, enquanto o Ventor parecia outra barata tonta em volta das suas Montanhas Lindas.

Este diz: «olá, ventor»!

 

E parte para chamar os outros! 


Depois grita de cima do muro para o meio dos carvalhos: «oh, Maralhal, venham ver o Ventor»!

Sabiam que os gaios comem amoras de silvas? As amoras das silvas, no verão, são um belo petisco para eles! Elas estão a chegar!

Mas a alegria do Ventor é andar na serra, a saltar de rocha em rocha, atrás das vacas e dos garranos. As vacas são as rainhas das montanhas e os garranos são os reis.

 

Uma galanta de Adrão. esta é da Teresa 

 Este pequenote disse ao Ventor que ainda ia ser o guardião da nossa serra, mas por enquanto o que mais queria era que a sua mãe o guardasse.

São uma beleza os garranos e a sua liberdade

Não quer saber

O Ventor vai-se embora e não quer saber de mim nem do Branquinho! Ele até vai coxo, mas nem assim! Diz que tem uma vontade enorme de ver as suas Montanhas Lindas, nem que seja espreitá-las cá de baixo.

Diz que o apelo é tão forte, tão forte, que nada o poderá deter! Vou ter de ficar sem ele. São os dias mais tristes da minha vida, quando o Ventor me deixa!

E eu sou obrigado a deixar-vos também. Até qualquer dia amigos!

Como se chamará esta? Será por ela que o ventor vai partir?

Dia Histórico

Hoje, vai ser um dia histórico, qualquer que seja a conclusão final do jogo Portugal-França. Ou ganhamos e quebramos a malapata que dura 31 anos, ou perdemos e historicamente continuamos de malapata colocada na nossa mente.

Mas deve ser proibido falar em perder. Temos de dizer «vamos ganhar»!

Claro que vamos ganhar! Temos homens para isso, mas não devemos menosprezar os homens do Galo! Espero que hoje seja um galispinho.

Portanto, qualquer que seja o resultado final só podemos gritar VITÓRIA!!

É UMA FORÇA! É UMA FORÇA! É UMA FORÇA! ...

A ver se terminamos com este sorriso como o da minha amiga Mariana, no sábado, frente à Inglaterra.


 

É UMA FORÇA! 

Então vamos a eles, aos franceses.

Digam comigo, mais uma vez: VAMOS A ELES!

Nova Vizinha

Vejam a aventura do Ventor com a nossa nova vizinha.

Hoje o Ventor foi à Repartição de Finanças comprar selos pata as viaturas e resolveu fazer novo teste. Ir a pé e sem bengala! Ele foi tratar do assunto e eu fui para o meu miradouro. De repente, ao preparar-me para o ver passar por baixo, vi o Ventor no meio do jardim a falar só e a tirar a máquina fotográfica velha. De repente começou a disparar sobre a relva! Aproximava-se de algo, parava e disparava, aproximava-se, parava e disparava e assim por diante. Ele não gosta de pisar a relva, mas desta vez, não quis saber da relva para nada!

Ele falava para a relva e ao chegar junto ao riacho, bateu palmas para espantar algo para longe dali. Ali, era a divisória da relva para a ribeira e o maior "matagal" da margem e lá seguiu perna em baixo, perna em cima, ao seu destino.

Ao chegar, vinha cansado de esperar nas Finanças. Não encontrou ninguém à sua frente, mas encontrou o sistema de cangalhas. Ficou encravado e diz que lhe dá vontade de rir a facilidade com que um nabo qualquer aparece na TV a dizer que a informática vai ser a mãe salvadora das desgraças burocráticas desta terra lusa.

Mas vamos falar da nossa nova vizinha! O Ventor perguntou à vizinha se já tinha mudado de camisa e ela, um pouco enfastiada, perguntou-lhe o que tinha ele a ver com isso.

 

A menina cobra, no meio da calçada, olhou o Ventor e não sabia que fazer à vida. Pediu licença ao Ventor e entrou na relva!

"Fizemos um trato, Ventor! Prometeste que não me fazias mal, mas porque raio te importas tanto em saber se já mudei de camisa"?

«Nada de especial», disse o Ventor. «Apenas tenho saudades de ter uma camisa vossa! Quando mudares de camisa, avisas-me»?

"Se isso te deixa feliz, posso te prometer que tentarei"!

 

Uma vez na relva, prosseguiu viagem, mas sempre orientada pelo Ventor 

«OK! Adeus menina cobra»!

"Adeus, Sr. Ventor"!

A cobra voltou-se para trás e disse: "Sr. Ventor, se eu sobreviver a este inferno, pode ser que nos vejamos por aqui".

«Espero que sim», disse o Ventor.

 

Lá vai ela dirigida para onde o Ventor quer que ela vá!

Agora, com esta vizinha nova, o Ventor ficou todo contente, mas não acredita muito que ela, por ali, tenha uma vida longa. Não por não ter comer! Há ratinhos pequeninos, rãs e sei lá que mais. Diz o ventor que é uma cobrinha que não faz mal a ninguém. Não é venenosa, é pacífica, ... mas, na verdade, quando o Ventor vê uma cobra, mesmo sabendo que ela é pacífica, parece-lhe que acaba de entrar noutro planeta, onde o seu corpo, fica automaticamente em alerta máximo! Como será com os outros?

Agora vai entrar no mato da margem da ribeira. Na ribeira ela tem rãs. Vão ter de lutar pela vida. Foi assim que o Senhor da Esfera quis. Mal, mas quis e ele pode!

Os sardões

Os sardões, diz o Ventor, são animais fabulosos. Eu entretenho-me a vê-los aqui nas fotos e basta-me o que o Ventor me diz sobre eles. O Ventor e o nosso amigo Belmiro de Braga, que teve a amabilidade, de nos enviar um sardão de Soajo.

Assim o Ventor ficou a saber que, pelas suas Montanhas Lindas, continuam a haver sardões e faz-nos acreditar que o homem, dito animal racional e os outros animais, ditos animais irracionais, afinal, são todos filhos do Senhor da Esfera. Como diz o Ventor, fomos todos feitos na mesma oficina!

Agora meditem nisto. Uma vez escrevi, algures por aqui, uma história que tinha por título, o "Abraço de um Amigo". Esse amigo chamava-se Christian e, por acaso, era um leão. Poderia ser outro animal dos muitos que temos visto na vida ou pela Net. Esse amigo Christian e este amigo, o sardão de Soajo, não precisaram de ser chicoteados para serem amigos do homem. O Christan, ao lusco-fusco, fez uma grande corrida na selva, onde lhe quiseram retribuir o estatuto de selvagem, para abraçar aquela que tinha sido sua dona, até um ano antes e que desde essa altura não vira mais.

O sardão de Soajo, como se pode ver pela foto do nosso amigo Belmiro, apenas quer que o deixem  em paz e se participarem com um bocadinho de algo que ele aprecie para lhe facilitar a vida, ainda melhor! Apenas estas duas passagens, como muitas outras, nos indiciam que os animais são nossos amigos e que não custa nada que nós sejamos, também, amigos deles.

Enquanto o Ventor e a minha dona têm tratado do nosso amigo Branquinho, há pessoas que acham louvável a atitude deles, mas outras, na sua coscovilhice, a única coisa que sabem fazer na vida, só dizem mal deles. Só que eles esquecem-se de uma coisa, quanto mais se cosculha, pior é. Seria mais fácil falarem claro e em voz alta!

Mas vou-vos falar dos meus amigos sardões ou lagartos se preferirem. O Ventor andava há anos a ver se via um lagarto e este ano teve a sorte de encontrar um. Dias depois, encontrou, junto à toca do lagarto um camião ou parte dele, de rodas para o ar. Exactamente no sítio onde o Ventor esteve a tirar a foto. Nem nas suas tocas, por mil e umas peripécias, os lagartos estão bem.

 

Este é o lagarto que o Ventor encontrou na serra da Mira

 

Este é o lagarto de Soajo que o nosso amigo Belmiro nos enviou

Digam lá que estes dois não são uma maravilha? Digam lá que não gostariam de dar um bocadinho de fruta ou de carne a um destes lagartos?

Os dois apreciam o seu mundo envolvente.

O da serra da mira, certamente, achou que o Ventor era um intruso na sua vida, no seu habitat. Mesmo assim, teve curiosidade de o mirar melhor e depois de entrar na toca veio espreitar o intruso e o intruso obteve aquilo que queria. Tirar-lhe uma foto e deixar-lhe um olá especial.

O de Soajo, adaptou-se bem, aos "intrusos", ou até poderá considerar-se "intruso", ele próprio. Afinal os seus amigos partilham com ele o bem estar sob a tenda do nosso amigo Apolo.

Eu apetecia-me brincar com eles!

Dia de Festa

Hoje foi dia de Festa e a palavra Festa, neste caso, terá de ser escrita com letra grande.

Hoje o Ventor arranjou-me um cascol à minha medida e fui gritar «viva a Pátria do meu amigo Metistófeles», mas o Ventor disse-me que tinha que gritar pela nossa, a dele e a minha. Não percebo porque não posso gritar pela Pátria do meu amigo Metistófeles, pois ele é rei dos gatos dos caixotes.

O Ventor disse-me que deveria de gritar por Portugal. Portugal sim, é o nosso País, a nossa Nação, a nossa Pátria. E como eu sei que o Ventor não se engana, fiz como ele mandou. Mal olhei pelo meu miradouro gritei então, «Viva Portugal!» e soube-me bem.

Depois ia olhar para o Ventor a ver se também gritava, e dei de caras com o Branquinho por baixo da varanda. Disse ao Ventor para lhe levar comer, que o gajo estava a gozar comigo por eu estar de cascol. A sorte dele é andar derreado, senão não gozava com o vosso amigo Quico!


Depois perguntei-lhe porque não gritava vivas à nossa rapaziada, vivas a Portugal, vivas a ... e ele disse-me que Portugal não queria saber dele para nada. Só se gritasse vivas ao Ventor. Eu disse-lhe que estava bem e então gritavamos os dois «Viva o Ventor» e assim foi!


 

Mas o Branquinho estava triste. Estava triste por não poder gritar com toda a força, por não poder andar à vontade como sempre andou e calou-se logo.

Depois a festa continuou na TV e eu exibi o meu cascol para todos mas ouvi o Ventor e o Branquinho dividirem as suas tristezas um com o outro. Ouvi o Ventor dizer: «Como eu te percebo Branquinho»! Como eu sei quanto tu sofrerás!

O gato branco

 

O gato branco, um amigo, mais novo que eu, que me habituei a ver sempre do meu miradouro, substituiu, no comando do grupo, o gato preto a que o Ventor e outros chamavam Eusébio. O Ventor chama-lhe «Branquinho».
 

 

O Branquinho

Cerca de meio mês atrás, o Branquinho, que dava "porrada" naqueles que não lhes ligavam ou não cumpriam as suas ordens, era o rei. Ele comandava uma das células dos amigos do meu amigo Metistófeles.

 

Um dia o Ventor ralhou com ele, quando quase obrigou outro a atravessar a rua, fugindo dele, e ele, ficou a olhar o Ventor de lado, mas o Ventor bateu com os sapatos no chão e ele rumou para bom porto, deixando o outro em paz.

 

O Ventor teve uma conversa com ele e explicou-lhe que a rua era um perigo para os seus amigos e também para ele e, por isso, deviam manter-se sempre afastados dela, pois tem sido um antro de desgraças para os gatos. Agora estão muito expostos e fugindo para a rua, procuram a morte. Mas o Branquinho não ligou puto às palavras amigas do Ventor. Ou não ligou ou viu-se forçado a tomar o rumo da rua.

 

Um dia o Branquinho apareceu todo enfeixado debaixo de umas betoneiras, com a coluna partida e não se mexia nem comia. Umas pessoas, quando souberam, tentaram tirá-lo de lá mas não conseguiram. Até a minha dona lá foi e também não foi capaz. Todos “rezavam” pelo Branquinho, até que uma alma caridosa o conseguiu tirar de lá e trazê-lo para o seu ambiente. Ele não se mexia e as pessoas diziam que mais uns dias e morria, porque além de não se mexer, não comia e nem valia a pena levá-lo ao veterinário.

 

O Ventor começou a ir lá ver o nosso amigo e decidiu protegê-lo. Ele dava-lhe água, levava-lhe comer e ele nem comia nem bebia. A sua única expressão, eram os seus olhos. Ele pedia compaixão! Os seus olhos, muito claros, quase que nos hipnotizam e fazem-nos doer a alma quando nos fixamos neles. Alguns três dias depois de estar nos seus aposentos, quando o Ventor chegou junto dele, ele levantou-se e cambaleou, mas com a parte de trás em baixo, aproximou-se do Ventor para lhe dar uma marradinha. Ele já só era pele e ossos e estes, uma lástima.

 

O Ventor colocou-lhe a mão na cabeça e pediu-lhe para comer. «Come Branquinho». O Branquinho rastejou para o comer. Soergueu-se e começou a trincar do meu comer, o Sensitive 33 da Royal Cannin. Depois bebeu muita água limpa e fresquinha. Não sabemos quantos dias passaram sem ele comer nem beber, mas foram bastantes. Quando o Ventor virou costas ele miou a agradecer e lá foi de rastos para o seu buraco.

 

No dia seguinte, o Ventor foi lá, ele miou e arrastou-se até às pernas do Ventor para dar marradinhas. Agora já se levanta e já chama pelo Ventor. Come que se farta Purina One e do meu comer. O Ventor disse-lhe que se ele sobrevivesse dava-lhe toda a vida Purina One que é o que ele mais gosta. São gostos, eu prefiro o Sensitive e diz o Ventor que o Purina ainda será melhor e também mais caro!

 

Ontem o Ventor ficou todo contente, porque veio de Lisboa e a minha dona voltou com a mãe da Joana para o Colombo, buscar uma coisa. O Ventor foi à varanda e ele estava por baixo a “falar” para ele e a pedir-lhe comer. O Ventor foi-lhe levar comer do meu e Purina One e ele comeu que nem um desalmado.

 

O Branquinho já anda. Mal mas anda. Esperamos que ele fique bem e que os seus olhos continuem a encantar os nossos. Voltarei a falar-vos dele.

Soajo

Já estou a ficar zaruca como o Ventor! Então uma das minhas primeiras páginas que escrevi para o meu Site, esqueci-me de a colocar lá! Aqui está ela: Soajo!


 


Soajo, uma beleza, até em dias de chuva! 

O Ventor disse-me que um dia, quando voltar a Soajo, colocará só fotos de lá nos seus Albuns. Por enquanto, as fotos que tenho são de muitas pessoas a quem o Ventor não perguntou se querem mostrar o seu sorriso na Net.

O Lobo Ibérico

Só para vos informar que coloquei mais uma página no meu Site, Ventor em Adrão.

Além de várias vezes vos falar de lobos, tenho lá duas páginas dedicadas ao belo cão chamado, Lobo Ibérico.

 

 

Os Lobos Ibéricos, num vídeo do Youtube de MCS 

 

Esta página fala sobre lobos, o nosso lobo, e nela vos conto algumas histórias que o Ventor viveu nos seus tempos de criança.

 

A outra fala-vos de uma Montaria ao lobo na serra de Soajo, e todas as montarias são iguais. Todas tinham (têm?) por objectivo, matar lobos.

Espero que não sejam permitidas mais montarias e que o Parque Nacional da Peneda Gerês cumpra com todas as regras estipuladas para a sua existência. Entre elas, pagar os estragos que os lobos fazem nos rebanhos das pessoas que ainda os têm.

O Menino Pica-Pau

O menino picapau  acabou de sair do ninho. Depois de muito recear o Ventor, começou a achar que, afinal, ele não lhe fazia mal. Depois começou a ensinar o Ventor como se trepava às árvores! Mas ao ver que ao Ventor faltavam as quatro penas do rabo, disse logo: "não podes! Sem penas não podes! És mesmo mal jeitoso, Ventor"!

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Mensagem sobre a tourada

Muita miséria o homem faz à sua volta, até mesmo através de uma tourada. O Ventor saiu de tarde a pensar sobre a mensagem que a nossa amiga Ana Loura me enviou sobre a tourada que se vai realizar nos Açores, na Ilha de Santa Maria. Creio que a mensagem da Ana Loura, não será para ser vista apenas em relação a esta tourada mas a todas as touradas que se fazem no nosso país e por todo o Mundo.

O Ventor já regressou e estivemos a conversar sobre essa tourada. Ele tinha minutos para chegar a Lisboa e saiu a correr, mas agora diz-me que ainda não tirou a tourada da cabeça. Aliás, ele sabe que a tourada dos Açores (Sta. Maria), e todas as outras, não são vistas com bons olhos pela maioria da nossa gente. Só alguns se satisfazem com essa paranóia. São, exactamente, os paranóicos. Eu e o Ventor estivemos a conversar e concluímos que o bicho homem, na generalidade, transporta em si o gene do mal, mas muito activo. Ora se o gene do mal atinge mais ou menos todos os animais, era suposto, devido à capacidade que o homem tem de raciocinar, de ser o animal menos atingido, mas até parece que é o pior de todos!

Senão vejam. O homem é o único animal que há milénios fabrica utensílios para matar os outros animais, seus companheiros de caminhada, neste planeta bafejado pela respiração de Apolo e, hoje, detentor das mais poderosas armas de morte, domina todos os animais, incluidno os seus semelhantes. Basta ler a imprensa, ouvir rádio e ver televisão! Como muitos de vós já sabeis, o Ventor foi criado no meio das vacas. E até já foi enviado pelo ar, por uma delas numa distância de 15 metros, vindo a cair numa pilha de tojo seco. E o Ventor apenas quis fazer-lhe uma festa e depois, fazer aquilo que nenhum homem, mesmo um grupo deles, conseguiu. Agarrar e segurar a sua Nova.

A Nova era ma vaca cuja mãe morreu esfarelada, montanha abaixo, e tinha aquela vitelinha que ficou sem leite e que também fora dada como perdida pelo pai do Ventor e toda a gente. Menos pelo Ventor! Ele pequeninho, andava no rio todos os dias a apanhar o carriço mais tenrinho para ela comer e a fome, obrigou a vitelinha a comer essas ervas tenrinhas, vindo a ser a mais poderosa vaca do seu tempo, lá na aldeia! O Ventor diz que quanto mais conhece os homens, mais adora todos os animais e, entre eles, os touros do Ribatejo ou de qualquer parte do mundo!

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A beleza dos touros a pastar no Ribatejo

E o homem mau como é, acha que os touros não sofrem! Era uma boa altura para eu e o Ventor lançar aqui um grande anátema a esses homens degenerados que tão mal tratam os animais. Mas o Ventor não quer fazer isso, mas já foi dizendo que, para ele, na tourada, só há um momento bom. Aquele em que o touro pega o toureiro e lhe enfia uma ou as duas hastes usando-o como troféu! O Ventor, só não quer que o touro pegue o cavalo, como às vezes acontece. Aí tem pena! Mas quando pega o toureiro ou um dos forcados, ele diz que ainda não tinha pensado nisso, mas de futuro, passará a fazer uma festa!

Eu não digo nada, porque eu não vejo tourada, nem na televisão. Aliás, nem sabia o que isso era se não fosse a Ana Loura. O Ventor também não vê, mas vai sabendo o que se passa, como nos casos das touradas de Barrancos, quando vê, na televisão, uns mafiosos dos ciclos políticos, da Esquerda à Direita a defender a tourada como uma festa! Esses mafiosos, pelos vistos já moram nos Açores! Por isso, o Ventor diz que, sempre que há sangue e morte na arena, que não seja do touro e do cavalo, estão aí as únicas mortes que não chora!

Mas o Ventor também diz que a podridão não está no homem que morre nas hastes de um touro. Está em toda a multidão que aclama a tourada! Quando a tourada dá na televisão verão as caras dos rufiões que naquelas bancadas aclamam a desgraça do touro. Ali verão toda a pulhice da nossa sociedade desde o homem comum ao mais sonso dos nossos políticos locais e às vezes, até centrais. Se a tourada de Santa Maria der na televisão, ou outra qualquer, façam apostas e olhem aquelas caras. Vejam para onde vai o vosso dinheiro. As viaturas de luxo que o povo paga, a gasolina, o gasóleo, não é para essa gente trabalhar, não! É para andarem por aí a cirandar à custa do suor do povo que tudo paga e nada recebe.

Acho que o Ventor não gostaria que eu continuasse a escrever mais o que penso e aplicasse aqui todos os termos linguísticos com que ele bombardeia a verdadeira escória social de Portugal. Mais adiante, falarei de TOURADAS no meu Site!

As Gaivotas

Decidi, no meu Site, falar-vos das minhas amigas gaivotas. O Ventor tem estado doente, mal dele e bem meu, pois tenho-o aqui comigo! Então ele falou-me das gaivotas, para fazer esquecer os f..., f... fenos? F..., f..., Febre dos Fenos? Bem, não sei. Sei é que ele está de mãos dadas com os anti-histamínicos e com as febres e aquelas coisas branquinhas, não está muito bem. De vez em quando passa por aqui e quando ele foge para a cama eu aproveito. Estava então a dizer-vos que vos conto coisas das minhas amigas gaivotas. Elas são lindinhas, não são?

G

Também vos conto uma história de uma Rocha Negra de Basalto de que o Ventor me falou. Assim, enquanto ele está enfiado na cama, eu aproveito para vos animar um pouco. Quem me dera conseguir animar o Ventor. Sabem que ele tem tido muito azar! Primeiro morreu o tio da minha dona, depois a nossa amiga Maria e, quase ao mesmo tempo, o nosso amigo dos jornais, o homem do Quiosque ou o Sr. António. Como isso não chegou, roubaram os pitinhos ao Ventor, está doente com os fenos e a coluna está uma desgraça. É muito mal junto!!!

Visita a velhos amigos

O Ventor, a minha dona, a avó do Tomás, a visavó, o Tomás e a Maria, foram, há dias, visitar velhos amigos. Os Pavões! Uma catrefa de pavões! A mim, até me apetecia andar às cavalitas de um. A Maria está com medo que a minha dona deixe cair o Tomás.

O Ventor quer que eles conheçam e aprendam a respeitar todos os bichos, mesmo quando se pavoneiam.


Pavão

O Ventor diz que nunca sabe quais são mais bonitos, porque todos são bonitos. Os nossos amigos cisnes são uma beleza branca e os pavões são ... belezas multicoloridas. Mas o Ventor gosta tanto dos cisnes que vai muitas vezes levar-lhes de comer para os ajudar a criar os seus filhotes. E fica todo contente por, os cisnes, sem serem ensinados, agradecerem o comer que lhes dá. Mas um dia destes,  viu chegar uma senhora com um saco e o cisne que estava numa conversa com ele, fixou o olhar na senhora e começou a dirigir-se para ela como se lhe estivesse a desejar as boas vindas. Dirigiu-se aos sapatos da senhora e ela disse-lhe: "deixa os meus sapatos, meu lindo e ele dirigiu o bico para o saco"! A mão dela entra no saco, junto do bico dele e tira-lhe comer. Ele deu ao rabo e bamboleava-se todo contente e depois, como se vê nas fotos, foi o que eu nunca imaginaria. Isto:

 

 

 

 

 

 

 

Agora está a comer, mas a festa continua. A  senhora foi-se embora e depois ficou no diálogo com o Ventor.

Lince Ibérico

O lince ibérico está em perigo de extinção