Ventor 05.06.10
Amigos do Quico eram também os caracóis!
O Caracol estava mesmo em fuga, em pleno passeio, com risco de ser esmagado
Um dia, passamos por Colares e compramos um molho de grelos chegados da horta, e naquela pequena mas célebre feira de produtos agrícolas, alguns ali da terra, outros vindos sabe-se lá donde, mas quase todos dali, quando produtos da época.
Quando não são dali, são quase sempre produtos do nosso vizinho do lado - dos espanhóis! E dali, diz o célebre provérbio popular, nem bom vento nem bom casamento.
Olhem como ele corre!
O que há por lá, com fartura, além de produtos agrícolas, frutas e não só, são alguns "Aliertas" que nunca cá deviam ter posto os pés. Também de um casamento de fufas como a PT e a Telefónica, não haveria filho adoptivo que se safa-se! Foi assim em Marrocos, é assim no Brasil e será assim em todo o lado.
Mas, pelo menos, o molho de grelos que nesse dia trouxemos de Colares, não era espanhol, era produto da terra. E não tenho dúvidas nenhumas porque, com o molho de grelos vinha um caracol e o Quico que não deixava passar nada, foi logo meter-se com o caracol.
Um cumprimento com a sua luva fofinha e a célebre pergunta: "olha lá, oh caracol, de onde vens?
«Sei lá», disse o caracol. «Fui apanhado numa cilada. Felizmente não me toparam porque, se me topassem, eu iria parar a uma panela onde mandam coser os amigos".
E não! Peguei no caracol e fui coloca-lo na zona mais protegida do jardim, junto à ribeira. E depois de uma conversa entre amigos, o caracol disse: «vou ficar a dieta mas pode ser que me safe. Grelinhos é que nunca mais»!
Mas eu, para ele se adaptar à dieta, levei-o numa folha de grelos!
Ontem encontrei um caracol numa grande corrida! E num local, onde a possibilidade de ser esmagado era muito elevada.
«Sai da frente Ventor»!
"Porquê? Porque foges"? perguntei-lhe eu.
«Anda aí um gajo com um saco de plástico».
"Esse gajo já vai longe. A ti já não te apanha".
«Isso é o que tu dizes! Ele vai voltar a passar aqui. Eu já o topo"!
Este melro também não estava satisfeito com o trabahador do jardim que abriu a rega. Ainda me gritou: "foje Ventor"!
Peguei nele e coloquei-o num sítio onde, julgo eu, só eu e o Marduk se lembrariam de procurar um caracol!
Passei, assim, a manhã no meio de amigos. Caracóis, lavandiscas, pintassilgos, melros, libelinhas, um gaio passou para me cumprimentar, e muita outra bicharada.
À noite, acompanhei outros amigos numa grande jantarada, nos anos da Rita, que fazia 28 lindos aninhos e que me prometeu que, quando fizesse anos com os números de ontem invertidos, me voltaria a convidar para a sua festa de anos. E eu lá estarei! Mas, entretanto, o pai da Rita que andara a limpar o jardim, fez umas podas e deu com dois ninhos de melros. Um eu deixo aqui esta foto tirada quase às escuras e por cálculos, senão, teria de ir buscar um banco e não queria que o melro espreitasse estes curiosos lá de longe. Não saiu nada mal! Ah, nunca tirem fotos com flash a ovos ou pássaros bebés.





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