quinta-feira, 25 de março de 2010

Fifi, uma amiga do Quico e do Ventor

   Ventor 25.03.10

Fifi, uma amiga do Quico e do Ventor

Estás linda, minha menina!

Mas já não vais esperar os teus amigos à escada.

Hoje notei muito a vossa falta, tua e do Zé.

Senti-me triste por não vos ver aos dois cheios de alegria a receber o Ventor.

O Zé nunca mais o fará e tu choras pelos teus amigos.

 
És linda Fifi. Já me pareces mais a nossa Cuca
 

Olhas-me com toda a certeza de que eu sou teu amigo 
Vamos ver se o Senhor da Esfera ainda permitirá que, durante muito tempo, nos continues a olhar assim.
Às vezes convenço-me que vocês e as crianças, são as únicas coisas boas deste mundo


Lince ibérico, em perigo de extinção

domingo, 7 de março de 2010

Os Amigos vão continuar por aqui

  Ventor 17.03.10

Hoje decidi renovar as minhas caminhadas.

Pois foi, mas deixou de ser! AS MINHAS DESCULPAS.

Tudo o que digo abaixo, mantém a sua razão de ser, mas tenho dificuldades em desfazer-me daquilo que gosto. Por isso, vou manter-me por aqui.

Agora que não há, praticamente, limites para os blogs, no meu amigo Net Sapinho, vou, ou melhor, vamos, eu e os amigos do Quico, relançar o Blog.

Hoje, como não me era fácil caminhar, cansei depressa, meti-me detro do carro a ler um livro e, quando dei pela fé, estava a ser observado de uma árvore ao lado. É uma jóia de penas! Chapim?

Terminaram as arrelias, mas os amigos não terminam.

E não terminam porque recebi e-mails de pessoas que nem me conhecem mas que gostaram bastante das Arrelias do Quico, devido à maneira como foram expostas, um tanto a correr mas, a chamarem sempre a atenção, de todos, para as maravilhas da Natureza. Reli alguns dos textos dos meus Blogs e acho que aprendi muito com o meu gato.

Ele, realmente, não fazia, mal, algum, aos seus pequeninos companheiros de caminhada que apareciam por aqui e até me pedia para não ser eu o algoz de qualquer um deles, fossem eles formigas, baratas, borboletas, abelhas, besouros ...

Por fim, tirei a máquina e ainda me permitiu que lhe tirasse 4 fotos. Por fim lá se foi embora, porque não gostou que eu me armasse em paparasi.

Vocês não acredita, mas podem crer que muito conversou comigo!

Nesse aspecto, aprendi muito com ele. Fui criado, numa aldeia de montanha onde era bastante desenvolvido, o instinto da malvadez para com tantos desses belos animais e hoje comprendo que se tornou tarde para muitos deles e eu ainda tenho dentro de mim a dôr psicológica dos maus tratos que lhe causávamos e penso que, como animais, perigosos ou não, me olhavam, no momento da sua morte, com ódio ou compaixão, talvez eles possam sentir ódio e dó de nós (porque não?), ainda hoje sinto remorços desses maus feitos.

Este é fabuloso! Tanto um como outro têm sido, estes dias, belos companheiros das minhas caminhadas

Acredito que, se eu tivesse tido um Quico qualquer (os mais velhos, por exemplo) a mostrarem-me, a mim e a outros, que tudo isso era mal feito, talvez neste momento, eu sentisse que, afinal, todos nós somos seres que convivemos, bem ou mal, sob o Tecto do meu amigo Apolo. Eu gostaria que esse convívio, fosse o convívio do bem.

Recordo-me duma Professora que me disse que, se depende-se dela, poria os seus alunos a ler a Arrelia do Quico.

Por isso, como cada vez há mais crianças com acesso à Net, irei continuar a deixar aqui, "junto do meu Quico", este troço das minhas caminhadas.

Talvez outros ainda estejam a tempo de ter a aprendizagem que eu não tive.


Lince ibérico, em perigo de extinção

Amiguinhos de Sempre

 Ventor 07.03.10

Há amigos e há muitos amiguinhos. Estes são aqueles que sempre foram amiguinhos do Quico e também do Ventor.

Já conheço esta perdiz há muito tempo; esta e o par dela. É um casalinho de perdizes que vive com o credo na boca, como diziam, noutros tempos, as minhas gentes.

De vez em quando, sempre que se me proporciona, faço umas caminhadas pelos arrabaldes do seu pequeno território.

Uma perdiz, mas também uma belíssima companheira de caminhadas do Ventor

Elas estão habituadas a fugir de todas as pesssoas, dos cães, dos gatos e sei lá do quê mais! Eu passo quase despercebido, não só para não chamar a atenção delas mas também dos seus inimigos. Elas comigo safam-se bem e até cantam junto de mim! Nesse caso eu dirijo-me para o local oposto e vou-me entretendo com outros bichos e também com as flores. Nessa foto até me deu a impressão que a perdiz subiu a pedra para observar os perigos envolventes e para se certificar se era eu que já estão fartas de me ver e já se terão apercebido que, deste lado, não correm qualquer perigo.

Este observa-me no local oposto e saberá quando se meter dentro do buraco e esse momento será quando correr perigo. Comigo já sabe que não corre perigo e deixa-se ficar

O que se passa com as duas perdizes, passa-se com estes coelhos. Eles têm um buraco por baixo do passeio que termina ali e fogem todos para lá. Eu ainda só vi três juntos, mas acredito que haverão por lá mais uns quantos.

Este é um dos dois que me observaram durante algum tempo e eles confiam em mim porque saem fora para comer e sabem que eu não me aproximo para que se sintam em segurança

Por vezes ficam espantados a observar o meu carro e sabem bem que eu estou lá dentro. Mas se eu saio do carro e bato a porta e o fecho, assustam-e. Entretanto eu começo a caminhar para um dos lados ou ao contrário e eles deixam de fugir e ficam a observar-me. Eles já sabem que o Ventor não faz mal aos amigos e menos ainda a todos aqueles que foram e serão sempre os amiguinhos do Quico.

A flor rosa da malva

Esta flor da malva, pregou-me uma partida. Enquanto eu procurava as perdizes, escondido para as fotografar de mais perto, baixei-me para lhe tirar uma foto. Por cima da minha cabeça estava uma placa de sinalização que me informava que ali havia dois sentidos. Aldrabões! A estrada, naquilo que seria o segundo sentido, tinha terminado, já há anos. Mas esta malta é anã no corpo e na mente, em vez de sinalizarem para gente graúda, sinalizam para anões, em contraponto com a grandeza da estupidez que transportam na cabeça.

A verdade é que dei mais um passo para ficar em melhor posição e uma dor violenta na coluna lombar, obrigou-me a tentar endireitar-me o melhor que podia e zás! Uma belíssima cabeçada de raspão na esquina da placa e esguichou sangue que parecia um fontanário vermelho, saído de um corte com 2-3 cm, no couro cabeludo.

Baixei a cabeça para não banhar a roupa de vermelho e caminhei para junto de um muro, a cerca de 50 metros. O sangue não deixava de escorrer e ainda pensei ligar para o 112, mas pensei: "se não paro isto, quando o 112 chegar, já fui desta para melhor". Peguei em lenços de papel Renova e lá fui tentando estancar aquilo como podia. Perdi mais sangue em alguns minutos do que perdi em toda a minha vida.

Depois disto, relembrei-me das vezes que já cabeciei placas semelhantes e das pessoas que já vi passar pelo mesmo que eu. Relembrando-me também dos cegos, dos velhos e de todos que por qualquer razão, caem numa dessas armadilhas, já sabem o que me apetecia fazer, não sabem? Pois! É melhor eu não dizer nada.

Coleópteros. Existem no mundo, cerca de 350.000 espécies de coleópteros, 30.000 das quais são de escaravelhos

Na minha última caminhada por aquele local, encontrei este amigo que me parecia sem bússula. Ele estava parado num carreirito entre matos e flores. Tirei-lhe umas fotos e prossegui viagem. No entanto, lembrei-me que por ali passariam pessoas e ele, se ficasse no mesmo sítio, teria a vida em perigo. Voltei para trás e lá estava ele na mesma posição. Toquei-lhe com uma palha e lá resolveu prosseguir viagem

Este representa uma das 30.000 espécies de escaravelhos

Ele tentava seguir o seu rumo mas eu ainda o afastei um pouco para mais longe para não voltar ao carreiro e ficar em segurança. Já tinha saudades de ver um destes. Sempre que tenho oportunidade de matar saudades de um bicho que não vejo há muito tempo, faço-lhe uma festa!

Um bezouro negro

Estes já me familiarizei com eles. A minha foto não dá uma ideia do seu tamanho! Eu acho-o um gigante. Mas eu recordo-me que as grandes damas do Império dos faraós, usavam bugigangas de metais feitos à imagem deles. Tanto do escaravelho como do bezouro. Se estivesse aqui o meu Quico, já teria de lhes contar uma história sobre os pichebeques das damas egípcias. Alguns desses pichebeques eram feitos com pedras preciosas, ouro e diamantes. Mas não é de admirar, pois os egípcios adoravam um escaravelho como o deus Khefri. Khefri era representado por um escaravelho, o escaravelho sagrado ( Scarabaeus sacer) ou por um homem com cabeça de escaravelho. Ele era responsável pelo movimento do sol arrastando-o. No crepúsculo, o sol morria e ia para outro mundo, o Oeste e, de manhã, Khefri tinha a missão de o ressuscitar

Vejam o que o meu amigo Apolo tem passado. Era ressuscitado todas as manhãs!


Lince ibérico, em perigo de extinção

Quico

  O Quico continua a observar-nos Ele era o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ...