quinta-feira, 24 de junho de 2010

Chinchilas no Lugar do Sol

   Ventor 24.06.10

... nascidas no Lugar do Sol.

Quando as vejo, lembro-me sempre da canção que ouvi em Adrão, quando era puto:

Chinchila, chinchila,

Chinchila, meu bem.

Morreu-me a chinchila,

Não tenho ninguém.


Uma das quatro últimas chinchilas a nascer no Lugar do Sol

Em Maio, 14 ou 15 de Maio, nasceram, no Lugar do Sol, mais quatro chinchilas.

Da primeira vez, no ano passado, em Abril, nasceu uma e foi uma festa. Este ano nasceram quatro!

... E lá estão elas, todas lindas, enclausuradas nos seus buracos, nos troncos de madeira, com os papás e o Rafinho. O Rafinho continua sempre alerta a dar as boas vindas ao seu amigo Ventor e o Ventor sabe sempre reconhecer como é bom ter amigos à espera.

 

Mais Chinchilas nascidas no Lugar do Sol. Autênticas belezas!

Mas há amigos que não acreditam em ninguém, nem no Ventor, como o casal de águias que, lá longe, treinavam um seu filhote a saber encarar as misérias deste mundo.

Mas antes, enquanto eu brincava com os meus amigos, ela, a mãe, esteve sobre um poste de electricidade, por trás do arvoredo, a observar-nos. Quando eu dei por ela, fugiu rumo aos montes, a sul e lá se entretiveram os três em voos de treino. Uma maravilha podermos observar as águias e não é por acaso que só vi um coelho bravo e, provavelmente, eu terei sido a sorte dele.

As chinchilas resguardam-se nos buracos destes troncos secos e elas dizem-me que estão tão bem que até parece que estão nas áreas protegidas pelos meus amigos incas

Mas, se o Senhor da Esfera o permitir, eu voltarei a caminhar pelo Lugar do Sol e, quem sabe, numa dessas vezes, ainda venha a apanhar uma dessas belas aves de rapina, na minha objectiva.

No entanto, os meus amigos cães, quiseram mostrar-me a nova casa de arrumações dos seus donos e adoram brincar nela quando lhe abrem a porta.

A Maria pede ao Gaspar para lhe abrir a porta porque não consegue entrar pelo postigo

Depois a Maria vai embora chateada e o gaspar começa a chamá-la e a dizer-lhe para pedir ao Ventor para lhe abrir a porta. O Stick pede ao Ventor, com os olhos, para a deixar entrar

E, como sempre, foi uma belíssima brincadeira, num dia lindo, com a presença do meu amigo Apolo, que sempre gosta de estar presente.


Lince ibérico, em perigo de extinção

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mais uma Caminhada do João

   Ventor 16.06.10

Mais uma Caminhada do João 2010-06-16 23:19

... já nesta semana.

O João, como muitos de vós já sabeis, é o irmão da Joana e já nasceu a fazer caminhadas.

A sua primeira caminhada, no seu primeiro dia, foi aturar o Ventor (paparási). Agora, continua a fazer caminhadas, mas não anda como o Ventor andava, em cueiros, no meio das ervas e dos carvalhos, a ouvir cantar as rolas, os pombos, os cucos, ...

Ele, é mais fino. Faz caminhadas de avião!

 
A alegria do João só pode ser estancada por paranóias de segurança (mas não olhem ao que eu digo) 

Depois de algumas antes, na semana passada, com a ajuda de Santo António, foi passar uns dias a Londres. Foi ele, a Joana e os pais. Isto, para o João e para nós, pode ser banal mas, no caso do João, não foi banal.

O João fez mais uma caminhada de avião, desta vez, à City, mas teve também a sua primeira GUERRA INTERNACIONAL! Os ingleses que se cuidem pois já arranjaram mais um inimigo! Ele deu luta mas foi só um símbolo do que virão a ser, um dia, as suas capacidades de combate. Além disso, vai ter muitas ensinadelas do Ventor.

O João chegou a Londres e ficou deslumbrado com a City! Tudo correu bem e, como ele diz, o avião foi bom e o hotel também. Mas, no regresso, é que foi o diabo!

A Polícia da Segurança do Aeroporto cometeu o erro de tirar o frasco do xarope ao João. O João começou a mandar vir com a Polícia, a gritar que o xarope era dele.

"Dá o meu xarope"!

Foi uma guerra terrível! A verdade é que os polícias não deram o frasco do xarope e isso vai ficar caro à Inglaterra porque o João não vai esquecer mais o frasco do xarope!

Mas, enfim, neste mundo, cá se fazem, cá se pagam! E o João ainda está tão danado que quer voltar a Inglaterra buscar o frasco!

Tentarei explicar-lhe porque a polícia lhe fez isso mas, só com o tempo, ele perceberá que o mundo cão, onde vive, é bem pior do que ele pensa.

 

A Joana, em Londres, em pose de princesa lusitana

Porém, com toda a franqueza! Porque raio um frasco de xarope de vitaminas com 100 mml pode passar e um frasco com 120 mml já não pode. Passou de Lisboa para Londres, mas tornou-se perigoso ao sair de Londres para Lisboa!

Pior ainda! O pano branco a que o João chama "saia", tal como a irmã fazia e ao qual se agarra para dormir, em Londres, quando iniciava o rumo a Lisboa, tornou-se perigoso. Quem sabe não fosse o pano explodir e dar cabo da vida ao João, à Joana, aos pais e a toda aquela gente. Eu sei, eu sei! Os ingleses terão pensado que o MacGiver aparecera por ali em miniatura e, não fosse o diabo tecê-las, ter-se feito terrorista!

Mas, enfim! Admito que haja rigorosas regras de segurança. No entanto, não deixo de considerar que, provàvelmente, nesse mundo do "seguro não seguro", se vive um autêntico clima de paranóia e, pelos vistos, o que tenho ouvido sobre os ingleses, é mesmo isso que se viverá nos aeroportos de sua Majestade Britânica.

Não tenho ligado muito àquilo que ouço, mas a palavra do João, para mim, já é palavra de REI!

O frasco de 120 mml de um complexo vitamínico, é dele!

Se as finanças dos agentes de sua majestade não dão para vitaminas que se dediquem à horta. As couves têm!

Nada de mexerem nas vitaminas dos amigos do meu Quico!

Lince ibérico, em perigo de extinção

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Olá, amigos

   Ventor 10.06.10

 Olá! Sou o Tobias

Ventor transformou as mensagens do Quico, em mensagens dos Amigos do Quico e, depois de termos tido por ali uma conversinha, entre o choupo e a janela da varanda, ele perguntou-me se eu queria deixar, por aqui, alguma mensagem sobre as coisas do Quico que o Ventor resolva publicar.

Ele contou-me esta história que já antes tinha contado ao Quico e o Quico me contou a mim e eu achei que o Ventor devia de contar essas histórias a todos e, especialmente, a mim que ando por aqui à sua volta sempre à procura de umas historinhas.

Por isso, acho que ele deve colocar aqui, nesta janela, todas as histórias que um dia contou ao Quico e também aquelas que acabará por me contar a mim, também, porque eu vou-lhe puxar pela língua. Ai vou, vou!

Então, se se quiserem rir das maloqueiras do Ventor (mas não lhe digam que eu disse isto), vejam a continuação dessas histórias aqui, nesta janela do Ventor observando o Passado, como esta caminhada de Alexandre Magno na India.

Se gostarem de histórias enredadas nas maloqueiras do Ventor, acho que vale a pena.


Lince ibérico, em perigo de extinção

sábado, 5 de junho de 2010

Amigos

  Ventor 05.06.10

Amigos do Quico eram também os caracóis!


O Caracol estava mesmo em fuga, em pleno passeio, com risco de ser esmagado

Um dia, passamos por Colares e compramos um molho de grelos chegados da horta, e naquela pequena mas célebre feira de produtos agrícolas, alguns ali da terra, outros vindos sabe-se lá donde, mas quase todos dali, quando produtos da época.

Quando não são dali, são quase sempre produtos do nosso vizinho do lado - dos espanhóis! E dali, diz o célebre provérbio popular, nem bom vento nem bom casamento.


Olhem como ele corre!

O que há por lá, com fartura, além de produtos agrícolas, frutas e não só, são alguns "Aliertas" que nunca cá deviam ter posto os pés. Também de um casamento de fufas como a PT e a Telefónica, não haveria filho adoptivo que se safa-se! Foi assim em Marrocos, é assim no Brasil e será assim em todo o lado.

Mas, pelo menos, o molho de grelos que nesse dia trouxemos de Colares, não era espanhol, era produto da terra. E não tenho dúvidas nenhumas porque, com o molho de grelos vinha um caracol e o Quico que não deixava passar nada, foi logo meter-se com o caracol.

Um cumprimento com a sua luva fofinha e a célebre pergunta: "olha lá, oh caracol, de onde vens?

«Sei lá», disse o caracol. «Fui apanhado numa cilada. Felizmente não me toparam porque, se me topassem, eu iria parar a uma panela onde mandam coser os amigos".

E não! Peguei no caracol e fui coloca-lo na zona mais protegida do jardim, junto à ribeira. E depois de uma conversa entre amigos, o caracol disse: «vou ficar a dieta mas pode ser que me safe. Grelinhos é que nunca mais»!

Mas eu, para ele se adaptar à dieta, levei-o numa folha de grelos!

Ontem encontrei um caracol numa grande corrida! E num local, onde a possibilidade de ser esmagado era muito elevada.

«Sai da frente Ventor»!

"Porquê? Porque foges"? perguntei-lhe eu.

«Anda aí um gajo com um saco de plástico».

"Esse gajo já vai longe. A ti já não te apanha".

«Isso é o que tu dizes! Ele vai voltar a passar aqui. Eu já o topo"!


Este melro também não estava satisfeito com o trabahador do jardim que abriu a rega. Ainda me gritou: "foje Ventor"!

Peguei nele e coloquei-o num sítio onde, julgo eu, só eu e o Marduk se lembrariam de procurar um caracol!

Passei, assim, a manhã no meio de amigos. Caracóis, lavandiscas, pintassilgos, melros, libelinhas, um gaio passou para me cumprimentar, e muita outra bicharada.

À noite, acompanhei outros amigos numa grande jantarada, nos anos da Rita, que fazia 28 lindos aninhos e que me prometeu que, quando fizesse anos com os números de ontem invertidos, me voltaria a convidar para a sua festa de anos. E eu lá estarei! Mas, entretanto, o pai da Rita que andara a limpar o jardim, fez umas podas e deu com dois ninhos de melros. Um eu deixo aqui esta foto tirada quase às escuras e por cálculos, senão, teria de ir buscar um banco e não queria que o melro espreitasse estes curiosos lá de longe. Não saiu nada mal! Ah, nunca tirem fotos com flash a ovos ou pássaros bebés.

 
Este ninho foi-me mostrado ao jantar e, parece-me que, com receio de tanta gente, o melro teve de dormir fora de casa. A não ser que eu não o conseguisse ver, porque só subindo um banco ou levantar os braços e disparar a máquina, mas não o quis perturbar e, agora só com o andar do tempo saberei o que valeu a perturbação da festa para os primos do Tobias


Lince ibérico, em perigo de extinção

Quico

  O Quico continua a observar-nos Ele era o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ...