sábado, 20 de julho de 2024

Quico

 

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O Quico continua a observar-nos

Ele era o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ter

O Pilantras veio complementar-te

 

 

 

 

Quico o gato Companheiro do Ventor

Hoje tenho outro companheiro, amigo do coração, a que vim a chamar Pilantras.

A tua Dona diz que foste tu e a deusa Bastet que o enviaste para nós. Parece que o nosso amigo Pilantras continua a querer  ser tal  como tu eras.

Eu até acho que foste tu que lhe deste instruções para saber conviver comigo. Em muita coisa são muito parecidos. Pelo menos, tudo indica que sim.

Mas tu adoravas animais e ele não. Nunca me esqueço da tua luta para eu salvar o besouro a afogar na água entre os tronquinhos de bambu

 

Aqui estão as janelas da Grande Caminhada do Ventor

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Outra caminhada

Diz o Ventor que o mundo continua vivo. Com muitas arrelias, mas vivo.

Há dias viu os seus falcões, um casalinho a ensinar-lhe como se fazia. Eles pensam que o Ventor está velho, mas enganam-se. Velhos são os trapos! Depois partiram e nem adeus disseram ao Ventor, tão entusiasmados andavam os dois.

Mas diz o Ventor que também não teve importância, pois ficou a conversar com a neta da sua Ninfa dos Bosques. Lembram-se da Ninfa dos Bosques? Foi em 2004. Se não se lembrarem e quiserem recordar, vão aqui ao meu Site e vejam: A Minha Vanessa.

Esta, em baixo, é uma das netas da Vanessa Atalanta. São umas belezas de borboletas. Ela contou ao Ventor, tudo o que a sua mãe também lhe contou o ano passado, e que a sua avó já tinha contado à sua mãe. Disse-lhe que o mundo poderia ser mais belo se os humanos e os outros animais se dessem bem.

Uma neta da Vanessa Atalanta

Depois encontrou mais esta beldade e o Ventor diz que lhe chamou a Princesa Encantada. Sabem porquê? O Ventor caminhava no meio de ervas altas e, entre elas haviam urtigas. O Ventor ia com muito cuidado para não se picar nas urtigas e para ver se do meio das ervas saía alguma cobra, mas do meio das ervas saiu-lhe este encanto que voava direita ao Ventor e ficou frente a frente com ela. Ficaram os dois tão encantados que o Ventor disse-lhe: «Princesa, pousa nas ervas para eu te tirar uma foto, pois tu és linda»! E ela disse-lhe:"ai sou, ai sou! Então deixo-te tirar as fotos que quiseres. Sei que o Ventor não faz mal a uma pobre borboleta acabada de sair do seu casulo. Vou posar para ti"!

E então não é que posou! O Ventor diz que ficou tão parvo que lhe tirou umas quarenta fotos em vários sítios!

A Princesa Encantada – mais um dos encantos do Ventor

Ele diz que espera voltar a encontrá-la, sinal que terão os dois alguma sorte na vida para continuarem as suas caminhadas.

Hoje, o Ventor foi à lagoa Azul ver os patos que viu nascer e crescer, aguentando as estucadas das carpas e dos cágados, quando eram muito pequeninos e ouvia a sua mãe gritar: «meninos, para estibordo, já»! A mãe junto deles a rebocá-los para a margem baixa e atrás deles uma frota submarina de grandes carpas prontas para dar a estucada final naquelas patinhas palmípedes a mexerem-se contra o céu azul. Hoje aqueles amigos, tinham mais um hóspede. Um pato mudo. Depois o Ventor seguiu ao encontro das carrascas floridas.

Flor da carrasca.

Estas florzinhas rosas continuam a ser um dos encantos do Ventor neste mundo cheio de arrelias

No regresso, a minha dona quis passar pelo Jardim Primavera para trocar umas coisas que tinha levado um dia destes, e foi comprar outras e, entretanto, o ventor tirou fotos a estas lindas flores de macieiera: «malus perpetu Everest».


Flores da macieira

O Ventor diz que das coisas que mais saudades tem é de ver as suas árvores de fruta floridas como as macieiras, os pessegueiros, as pereiras, as ameixieiras, etç.

Por isso, de vez em quando, quase desgasta a máquina a fotografar estas coisas lindas. O sistema é sempre o mesmo, mas as flores são sempre outras e por isso, todas elas são pontos de vida, semehantes, mas diferentes.

A Marta

(Já coloquei mais uma história no meu Site: Bucéfalo, o cavalo de Alexandre).

Em 25 de Março, quando o Ventor andava numa das suas farras originadas na Net, um almoço com os seus amigos BT, nasceu a Marta. Nasceu à noite e o Ventor só a conseguiu  ver no dia seguinte. Tirou-lhe uma série de fotos, mas nesse aspecto já o pai estava bem servido e eu empurrei os nossos amigos para o local, para verem a Marta, uma nova habitante do nosso Planeta Azul.

Depois ela, como já conhecia o Ventor, mal ele entrou na Maternidade, virou-se para ele e disse-lhe: «lá vem o meu Paparasi preferido. Posarei para ti sempre que queiras e só espero que seja por muitos anos». Depois adormeceu!



Olhem esta beleza chamada Marta
 

Como sabem, eu não posso deixar de defender os meus amigos porque caminhamos ao lado das pessoas e valemos, exactamente aquilo que as pesoas querem. E a Marta já tem duas companheiras para iniciar a sua caminhada no Planeta Azul e creio que já as tem como amigas. A Kindy e a Pretinha, tiradas da rua pelos seus pais, que a aqueceram na barriga da mãe. As duas enroscavam-se em volta da Marta quando ela ainda estava no seu casulinho.


As minhas amigas Kindy e Pretinha


A Kindy

A Pretinha

Eu limitava-me a acompanhar o que o Ventor dizia e a ver as fotos que ele mostrava, mas gostava das histórias que ouvia.


Ontem, a Marta e os pais vieram cá a casa e ela veio vestida de azul e branco, como eu e o Ventor gostamos. A Marta veio apresentar-se ao vosso amigo Quico e visitar  o Ventor, a minha dona e também a sua visavó. Mas, se calhar, adormeceu para se preparar para o fim de semana que se aproximava e os fins de semana, ela ainda não sabe, mas são de arrasar.

Agora, tal como tenho feito com a Joana, o Tomás e a Maria, vou passar a fazer com a Marta. Teremos fotos pelo ano fora e queles que forem nossos amigos e passarem por aqui, poderão continuar a ver os meus amiguinhos.



A Marta chegou a dormir ...


... e saiu a gritar pelo Ventor e disse, na sua linguagem, adeus Quico

Daqui, da minha janela, a Marta saúda-vos a todos.

Faz hoje um ano

Faz hoje um ano que morreu o Papa João Paulo II. Faz um ano que eu vos disse que o Ventor gostou deste Papa e considerou-o nosso amigo. E hoje posso dizer-vos que o Ventor foi baptizado numa igreja, católica-romana, a que o seu amigo Constantino abriu portas muito tempo depois de Cristo ter vindo à terra e abriu portas a pedido do Ventor.

Mas já agora também vos digo que o Ventor, nesta última caminhada pelo Planeta Azul, foi levado ao colo pela sua madrinha, perante o Senhor da Esfera, que se riu ao vê-lo! E riu-se porque sabia que o Ventor não podia, como gostaria,  ir pelo seu pé. Mas o Ventor respeita todos aqueles que, com diversas vestimentas, rodeiam o Senhor da Esfera e eu acho que o Ventor está sempre certo.

Isto serve para vos recordar a morte de um Homem, de um Polaco, de um Papa e serve também para fazer um teste sobre o comportamento do nosso amigo NetSapinho quanto à edição de posts. Já passou mais de uma semana prometida pela nossa amiga Jonasnuts e está perto dos 15 dias que o Ventor achou suficiente para resolver um problema destes.

Vou colocar este post e vou tentar editá-lo, porque o Ventor diz que, se calhar, os outros posts já não têm remédio por terem sido colocados noutras condições. Eu não percebo nada disto, mas o Ventor é capaz de ter razão. Vou ver! E acho também que devo apelar a todos os bichos que, tal como eu, devemos ter calma pois como diz a Jonasnuts, é preciso solidariedade entre animais.

Estou neste momento a fazer a edição do post. Vou colocar uma flor e mais um link, para ver se tudo está operacional. Se estiver, o meu amigo NetSapinho poderá contar comigo. Os amigos podem entrar em desavenças, mas sem necessidade de virar costas

Podem ver esta janela da Arrelia do Quico no Bravenet Web's Journal. O Ventor e eu nunca estamos parados. Todos os minutos livres são para os nossos amigos.

Ainda nesta teimosia de editar posts, podem, se quiserem, apreciar aqui, o único diálogo possível entre um Pato Pescador e um peixe. No caso, no rio Tejo.

As Cegonhas

 

Como o Ventor diz nas suas caminhadas, a cegonha é uma beleza e lá no norte de Moçambique foram suas companheiras de guerra. Elas caminhavam pelos carreiros em volta da pista de Vila Cabral e pelos charcos de águas estagnadas das chuvas onde se alimentavam. O Ventor já contou por aqui a beleza incomparável da sua menina albi-negra por lá teve e até dançava com ela e tudo.

Aquela cegonha que o Goldfinguer, o pastor alemão, ia retirar da pista para os aviões poderem aterrar sem magoar a bicha.

 

 

Os aviões comunicam do ar: «Ventor, Catataus? Pede ao Gold para ir tirar a cegonha da pista»!

E ele pedia! «Gold, vai buscar a menina à pista»! Ele ia a correr, ladrava-lhe e ela ia atrás dele a tocar castanholas. O Gold quase se deixava agarrar pela cegonha para a incentivar a correr atrás dele para fora da pista. Ela tinha as rémiges de uma asa danificadas e foram tratadas pelo enfermeiro da Força Aérea, o mesmo que tratava do Ventor e dos outros e diz o Ventor que tratou a cegonha melhor que o trataria a ele se tivesse sido necessário.


 

É a tal cegonha que o Ventor foi arrancar a um grupo de pretos que a levavam para fazer uma sopa, mas ele não deixou. Vocês nem queiram saber o ímpeto com que o Ventor sacou a cegonha aos pretos que ficaram parvos, com o branco dos olhos regalados a olhar para ele e nem tiveram coragem de ir atrás dele com a cegonha ao colo. Tiveram vontade mas não tiveram coragem!

 

 

Hoje, quando o Ventor entra no Alentejo e vê as cegonhas, é também obrigado a rever todo o filme do convívio que teve com aquela menina albi-negra que era o regalo dos seus olhos quando ela fazia treino com as suas asas em cima do bidão de gasolina cheio de terra para os proteger de algum ataque que viesse a dar-se. Sobre o bidão ela dava às asas e o Ventor fazia-lhe festas na cabeça, no pescoço e verificava se as suas rémiges melhoravam e ela olhava pacificamente a sua mão acariciadora. Ele dizia-lhe que ainda ia chegar à Europa primeiro que ele, que podia estabelecer-se entre a boa gente alentejana e que podia levar mensagens especiais do Ventor para todo o Alentejo. Entretanto ela olhava-o!

 

 

Como vocês sabem, as cegonhas, na sua generalidade, têm o seu quartel de Inverno por toda a África verde que vai desde a zona da Guiné até ao sul do Egipto, com uma linha curvada para sul, fazendo uma reentrância mais para sul no núcleo central da África pelo sul do Sael até próximo do Norte do Congo.

 

 

As cegonhas da África Oriental sobrevoam o Egipto e dirigem-se para o Mediterrâneo passando depois sobre a Península Arábica rumo à Turquia, voando as outras sobre os desertos saarianos rumo ao norte de África e depois sobre o Mediterrâneo para Itália, Península Ibériça e Europa Central. O outro quartel de Inverno é instalado sobre as florestas indianas e indochinesas até à indonésia e estabelecem o quartel de verão para Norte do Paquistão, no Japão e na zona chinesa oposta ao Japão.

 

 

A cegonha preta que parece correr maior perigo de extinção que a cegonha branca, ocupa as mesmas zonas de Inverno que a cegonha branca, mas no verão ela regressa à Europa central e espalha-se por toda a zona central da Ásia até á China. É mais bravia que a cegonha branca e apenas na Transcaucásia faz ninho próximo das habitações humanas.

 


 São uma beleza as cegonhas


As cegonhas são arautos da Primavera e vêm nidificar em velhas construções dos homens ou criam autênticas aldeias em árvores em locais junto de zonas baixas onde os lodaçais e terras pantanosas lhes proporcionam alimento. Tal como as andorinhas e outras aves, elas vão e vêm!

 

 

Dizem os especialistas que os machos podem ser os primeiros a chegar e as fêmeas chegam alguns dias mais tarde e vão ter com o seu parceiro. Será mesmo assim? Nós sabemos que o Pedro Nunes era de uma terra onde as cegonhas se dão bem, Alcácer do Sal, mas daí a elas usarem o nónio antes … bem! A verdade é que consta que eles ficam separados lá pelos quartéis de Inverno, mas não sei se têm CU (cartão Único), num chip para se controlarem no destino da futura chegada!

 

 

Também me dizem que a casa de campo que o casal volta a ocupar na Primavera, pode estar destruída parcialmente ou na totalidade pelos vendavais das invernias, mas os casais deitam bico à obra e reconstroem a casota do ano anterior, que voltam a refazer em cerca de 10 dias e parece não ser tarefa fácil! Um ninho de cegonha pesa cerca de 50 kg!

 

 

Depois da reconstrução, passam ao cerimonial que as levam à procriação. Derretem-se todas e acham que valeu a pena a trabalheira da reconstrução da sua velha palhota!

Mas não é só reconstruir! As cegonhas travam terríveis lutas pela recuperação dos seus ninhos! Como calculam elas não possuem caderneta predial e registo de propriedade e isso leva a zaragatas esgotantes e sangrentas. O Ventor sabe como é a castanhola do bico da cegonha! Fico por aqui. Também não se pode falar em tudo de uma só vez, senão acabam-se os blogs.

 

 

Digam lá que as cegonhas não são umas belezas!

Cuca - Amiga Querida

Esta foi outra das minhas amigas.

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Cuca

Esta era a nossa Cuca. Ela foi durante bastantes anos a rainha dos meus amigos. Dava fucinhadas no Rafinho quando ele se colocava à sua frente. O Rafinho batia com as patas no chão a refilar e ela punha-se a olhar para o Ventor. Depois virava-se para mim para me dizer: "já viste isto Quico? Aquele novelo negro não sai da frente da gente"! Éramos todos tão amigos.

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Cuca

Cuca molhada, em pleno Verão, depois de um trombalhão no rio. Aqui, segundo me disse o Ventor, ela tinha caído à água num belo ribeiro nas fraldas da serra de Soajo, e não sabia o que havia de fazer à vida. O Ventor tirou-lhe uma foto, e ela não sabia se rir se chorar. Mas seguiram caminho e quando se apanhou nos campos de feno, no meio de tantas borboletas e flores, cercados por belos carvalhos, corria parecia uma doida.

Nesses tempos, ela ainda era nova e mal que o Ventor se levantava, estava logo pronta para ir com ele até ao fim do Mundo! Ai que saudades eu tenho dos meus amigos que nos deixaram!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Chinchilas no Lugar do Sol

   Ventor 24.06.10

... nascidas no Lugar do Sol.

Quando as vejo, lembro-me sempre da canção que ouvi em Adrão, quando era puto:

Chinchila, chinchila,

Chinchila, meu bem.

Morreu-me a chinchila,

Não tenho ninguém.


Uma das quatro últimas chinchilas a nascer no Lugar do Sol

Em Maio, 14 ou 15 de Maio, nasceram, no Lugar do Sol, mais quatro chinchilas.

Da primeira vez, no ano passado, em Abril, nasceu uma e foi uma festa. Este ano nasceram quatro!

... E lá estão elas, todas lindas, enclausuradas nos seus buracos, nos troncos de madeira, com os papás e o Rafinho. O Rafinho continua sempre alerta a dar as boas vindas ao seu amigo Ventor e o Ventor sabe sempre reconhecer como é bom ter amigos à espera.

 

Mais Chinchilas nascidas no Lugar do Sol. Autênticas belezas!

Mas há amigos que não acreditam em ninguém, nem no Ventor, como o casal de águias que, lá longe, treinavam um seu filhote a saber encarar as misérias deste mundo.

Mas antes, enquanto eu brincava com os meus amigos, ela, a mãe, esteve sobre um poste de electricidade, por trás do arvoredo, a observar-nos. Quando eu dei por ela, fugiu rumo aos montes, a sul e lá se entretiveram os três em voos de treino. Uma maravilha podermos observar as águias e não é por acaso que só vi um coelho bravo e, provavelmente, eu terei sido a sorte dele.

As chinchilas resguardam-se nos buracos destes troncos secos e elas dizem-me que estão tão bem que até parece que estão nas áreas protegidas pelos meus amigos incas

Mas, se o Senhor da Esfera o permitir, eu voltarei a caminhar pelo Lugar do Sol e, quem sabe, numa dessas vezes, ainda venha a apanhar uma dessas belas aves de rapina, na minha objectiva.

No entanto, os meus amigos cães, quiseram mostrar-me a nova casa de arrumações dos seus donos e adoram brincar nela quando lhe abrem a porta.

A Maria pede ao Gaspar para lhe abrir a porta porque não consegue entrar pelo postigo

Depois a Maria vai embora chateada e o gaspar começa a chamá-la e a dizer-lhe para pedir ao Ventor para lhe abrir a porta. O Stick pede ao Ventor, com os olhos, para a deixar entrar

E, como sempre, foi uma belíssima brincadeira, num dia lindo, com a presença do meu amigo Apolo, que sempre gosta de estar presente.


Lince ibérico, em perigo de extinção

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mais uma Caminhada do João

   Ventor 16.06.10

Mais uma Caminhada do João 2010-06-16 23:19

... já nesta semana.

O João, como muitos de vós já sabeis, é o irmão da Joana e já nasceu a fazer caminhadas.

A sua primeira caminhada, no seu primeiro dia, foi aturar o Ventor (paparási). Agora, continua a fazer caminhadas, mas não anda como o Ventor andava, em cueiros, no meio das ervas e dos carvalhos, a ouvir cantar as rolas, os pombos, os cucos, ...

Ele, é mais fino. Faz caminhadas de avião!

 
A alegria do João só pode ser estancada por paranóias de segurança (mas não olhem ao que eu digo) 

Depois de algumas antes, na semana passada, com a ajuda de Santo António, foi passar uns dias a Londres. Foi ele, a Joana e os pais. Isto, para o João e para nós, pode ser banal mas, no caso do João, não foi banal.

O João fez mais uma caminhada de avião, desta vez, à City, mas teve também a sua primeira GUERRA INTERNACIONAL! Os ingleses que se cuidem pois já arranjaram mais um inimigo! Ele deu luta mas foi só um símbolo do que virão a ser, um dia, as suas capacidades de combate. Além disso, vai ter muitas ensinadelas do Ventor.

O João chegou a Londres e ficou deslumbrado com a City! Tudo correu bem e, como ele diz, o avião foi bom e o hotel também. Mas, no regresso, é que foi o diabo!

A Polícia da Segurança do Aeroporto cometeu o erro de tirar o frasco do xarope ao João. O João começou a mandar vir com a Polícia, a gritar que o xarope era dele.

"Dá o meu xarope"!

Foi uma guerra terrível! A verdade é que os polícias não deram o frasco do xarope e isso vai ficar caro à Inglaterra porque o João não vai esquecer mais o frasco do xarope!

Mas, enfim, neste mundo, cá se fazem, cá se pagam! E o João ainda está tão danado que quer voltar a Inglaterra buscar o frasco!

Tentarei explicar-lhe porque a polícia lhe fez isso mas, só com o tempo, ele perceberá que o mundo cão, onde vive, é bem pior do que ele pensa.

 

A Joana, em Londres, em pose de princesa lusitana

Porém, com toda a franqueza! Porque raio um frasco de xarope de vitaminas com 100 mml pode passar e um frasco com 120 mml já não pode. Passou de Lisboa para Londres, mas tornou-se perigoso ao sair de Londres para Lisboa!

Pior ainda! O pano branco a que o João chama "saia", tal como a irmã fazia e ao qual se agarra para dormir, em Londres, quando iniciava o rumo a Lisboa, tornou-se perigoso. Quem sabe não fosse o pano explodir e dar cabo da vida ao João, à Joana, aos pais e a toda aquela gente. Eu sei, eu sei! Os ingleses terão pensado que o MacGiver aparecera por ali em miniatura e, não fosse o diabo tecê-las, ter-se feito terrorista!

Mas, enfim! Admito que haja rigorosas regras de segurança. No entanto, não deixo de considerar que, provàvelmente, nesse mundo do "seguro não seguro", se vive um autêntico clima de paranóia e, pelos vistos, o que tenho ouvido sobre os ingleses, é mesmo isso que se viverá nos aeroportos de sua Majestade Britânica.

Não tenho ligado muito àquilo que ouço, mas a palavra do João, para mim, já é palavra de REI!

O frasco de 120 mml de um complexo vitamínico, é dele!

Se as finanças dos agentes de sua majestade não dão para vitaminas que se dediquem à horta. As couves têm!

Nada de mexerem nas vitaminas dos amigos do meu Quico!

Lince ibérico, em perigo de extinção

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Olá, amigos

   Ventor 10.06.10

 Olá! Sou o Tobias

Ventor transformou as mensagens do Quico, em mensagens dos Amigos do Quico e, depois de termos tido por ali uma conversinha, entre o choupo e a janela da varanda, ele perguntou-me se eu queria deixar, por aqui, alguma mensagem sobre as coisas do Quico que o Ventor resolva publicar.

Ele contou-me esta história que já antes tinha contado ao Quico e o Quico me contou a mim e eu achei que o Ventor devia de contar essas histórias a todos e, especialmente, a mim que ando por aqui à sua volta sempre à procura de umas historinhas.

Por isso, acho que ele deve colocar aqui, nesta janela, todas as histórias que um dia contou ao Quico e também aquelas que acabará por me contar a mim, também, porque eu vou-lhe puxar pela língua. Ai vou, vou!

Então, se se quiserem rir das maloqueiras do Ventor (mas não lhe digam que eu disse isto), vejam a continuação dessas histórias aqui, nesta janela do Ventor observando o Passado, como esta caminhada de Alexandre Magno na India.

Se gostarem de histórias enredadas nas maloqueiras do Ventor, acho que vale a pena.


Lince ibérico, em perigo de extinção

sábado, 5 de junho de 2010

Amigos

  Ventor 05.06.10

Amigos do Quico eram também os caracóis!


O Caracol estava mesmo em fuga, em pleno passeio, com risco de ser esmagado

Um dia, passamos por Colares e compramos um molho de grelos chegados da horta, e naquela pequena mas célebre feira de produtos agrícolas, alguns ali da terra, outros vindos sabe-se lá donde, mas quase todos dali, quando produtos da época.

Quando não são dali, são quase sempre produtos do nosso vizinho do lado - dos espanhóis! E dali, diz o célebre provérbio popular, nem bom vento nem bom casamento.


Olhem como ele corre!

O que há por lá, com fartura, além de produtos agrícolas, frutas e não só, são alguns "Aliertas" que nunca cá deviam ter posto os pés. Também de um casamento de fufas como a PT e a Telefónica, não haveria filho adoptivo que se safa-se! Foi assim em Marrocos, é assim no Brasil e será assim em todo o lado.

Mas, pelo menos, o molho de grelos que nesse dia trouxemos de Colares, não era espanhol, era produto da terra. E não tenho dúvidas nenhumas porque, com o molho de grelos vinha um caracol e o Quico que não deixava passar nada, foi logo meter-se com o caracol.

Um cumprimento com a sua luva fofinha e a célebre pergunta: "olha lá, oh caracol, de onde vens?

«Sei lá», disse o caracol. «Fui apanhado numa cilada. Felizmente não me toparam porque, se me topassem, eu iria parar a uma panela onde mandam coser os amigos".

E não! Peguei no caracol e fui coloca-lo na zona mais protegida do jardim, junto à ribeira. E depois de uma conversa entre amigos, o caracol disse: «vou ficar a dieta mas pode ser que me safe. Grelinhos é que nunca mais»!

Mas eu, para ele se adaptar à dieta, levei-o numa folha de grelos!

Ontem encontrei um caracol numa grande corrida! E num local, onde a possibilidade de ser esmagado era muito elevada.

«Sai da frente Ventor»!

"Porquê? Porque foges"? perguntei-lhe eu.

«Anda aí um gajo com um saco de plástico».

"Esse gajo já vai longe. A ti já não te apanha".

«Isso é o que tu dizes! Ele vai voltar a passar aqui. Eu já o topo"!


Este melro também não estava satisfeito com o trabahador do jardim que abriu a rega. Ainda me gritou: "foje Ventor"!

Peguei nele e coloquei-o num sítio onde, julgo eu, só eu e o Marduk se lembrariam de procurar um caracol!

Passei, assim, a manhã no meio de amigos. Caracóis, lavandiscas, pintassilgos, melros, libelinhas, um gaio passou para me cumprimentar, e muita outra bicharada.

À noite, acompanhei outros amigos numa grande jantarada, nos anos da Rita, que fazia 28 lindos aninhos e que me prometeu que, quando fizesse anos com os números de ontem invertidos, me voltaria a convidar para a sua festa de anos. E eu lá estarei! Mas, entretanto, o pai da Rita que andara a limpar o jardim, fez umas podas e deu com dois ninhos de melros. Um eu deixo aqui esta foto tirada quase às escuras e por cálculos, senão, teria de ir buscar um banco e não queria que o melro espreitasse estes curiosos lá de longe. Não saiu nada mal! Ah, nunca tirem fotos com flash a ovos ou pássaros bebés.

 
Este ninho foi-me mostrado ao jantar e, parece-me que, com receio de tanta gente, o melro teve de dormir fora de casa. A não ser que eu não o conseguisse ver, porque só subindo um banco ou levantar os braços e disparar a máquina, mas não o quis perturbar e, agora só com o andar do tempo saberei o que valeu a perturbação da festa para os primos do Tobias


Lince ibérico, em perigo de extinção

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Flores no Lugar do Sol

   Ventor 03.05.10

Mas no Lugar do Sol, não há só animais, para além das pessoas.

Há também flores. Muitas flores.

A primeira coisa que o Ventor faz quando chega ao Lugar de Sol é cumprimentar as pessoas e os seus amigos. Depois vai espreitar os coelhos, em redor, de seguida, observa com mais acuidade a ver se descrutina as perdizes que ouve cantar e, por fim, faz uma observação aérea para ver se os seus amigos alados estão por ali. As aves de rapina, normalmente, também estão presentes.

Depois, enquanto nós conversamos sobre a vida, tipo colocar conversas em dia, o Ventor some e, se o queremos ver, é a brincar com os animais, a observar os coelhos ou, então, a caminhar entre as flores. Caminha e fotografa! Mas como eu não percebo nada disto, nada de fotografias e menos ainda de slideshows, terá de ser um trabalho para ele. Estive dias à espera que ele me colocasse aqui o slideshow das flores, no Lugar do Sol.

Ele anda a ficar relaxado!

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Lince ibérico, em perigo de extinção

Quico

  O Quico continua a observar-nos Ele era o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ...