segunda-feira, 27 de abril de 2020

Outra caminhada

Diz o Ventor que o mundo continua vivo. Com muitas arrelias, mas vivo.

Há dias viu os seus falcões, um casalinho a ensinar-lhe como se fazia. Eles pensam que o Ventor está velho, mas enganam-se. Velhos são os trapos! Depois partiram e nem adeus disseram ao Ventor, tão entusiasmados andavam os dois.

Mas diz o Ventor que também não teve importância, pois ficou a conversar com a neta da sua Ninfa dos Bosques. Lembram-se da Ninfa dos Bosques? Foi em 2004. Se não se lembrarem e quiserem recordar, vão aqui ao meu Site e vejam: A Minha Vanessa.

Esta, em baixo, é uma das netas da Vanessa Atalanta. São umas belezas de borboletas. Ela contou ao Ventor, tudo o que a sua mãe também lhe contou o ano passado, e que a sua avó já tinha contado à sua mãe. Disse-lhe que o mundo poderia ser mais belo se os humanos e os outros animais se dessem bem.

Uma neta da Vanessa Atalanta

Depois encontrou mais esta beldade e o Ventor diz que lhe chamou a Princesa Encantada. Sabem porquê? O Ventor caminhava no meio de ervas altas e, entre elas haviam urtigas. O Ventor ia com muito cuidado para não se picar nas urtigas e para ver se do meio das ervas saía alguma cobra, mas do meio das ervas saiu-lhe este encanto que voava direita ao Ventor e ficou frente a frente com ela. Ficaram os dois tão encantados que o Ventor disse-lhe: «Princesa, pousa nas ervas para eu te tirar uma foto, pois tu és linda»! E ela disse-lhe:"ai sou, ai sou! Então deixo-te tirar as fotos que quiseres. Sei que o Ventor não faz mal a uma pobre borboleta acabada de sair do seu casulo. Vou posar para ti"!

E então não é que posou! O Ventor diz que ficou tão parvo que lhe tirou umas quarenta fotos em vários sítios!

A Princesa Encantada – mais um dos encantos do Ventor

Ele diz que espera voltar a encontrá-la, sinal que terão os dois alguma sorte na vida para continuarem as suas caminhadas.

Hoje, o Ventor foi à lagoa Azul ver os patos que viu nascer e crescer, aguentando as estucadas das carpas e dos cágados, quando eram muito pequeninos e ouvia a sua mãe gritar: «meninos, para estibordo, já»! A mãe junto deles a rebocá-los para a margem baixa e atrás deles uma frota submarina de grandes carpas prontas para dar a estucada final naquelas patinhas palmípedes a mexerem-se contra o céu azul. Hoje aqueles amigos, tinham mais um hóspede. Um pato mudo. Depois o Ventor seguiu ao encontro das carrascas floridas.

Flor da carrasca.

Estas florzinhas rosas continuam a ser um dos encantos do Ventor neste mundo cheio de arrelias

No regresso, a minha dona quis passar pelo Jardim Primavera para trocar umas coisas que tinha levado um dia destes, e foi comprar outras e, entretanto, o ventor tirou fotos a estas lindas flores de macieiera: «malus perpetu Everest».


Flores da macieira

O Ventor diz que das coisas que mais saudades tem é de ver as suas árvores de fruta floridas como as macieiras, os pessegueiros, as pereiras, as ameixieiras, etç.

Por isso, de vez em quando, quase desgasta a máquina a fotografar estas coisas lindas. O sistema é sempre o mesmo, mas as flores são sempre outras e por isso, todas elas são pontos de vida, semehantes, mas diferentes.

A Marta

(Já coloquei mais uma história no meu Site: Bucéfalo, o cavalo de Alexandre).

Em 25 de Março, quando o Ventor andava numa das suas farras originadas na Net, um almoço com os seus amigos BT, nasceu a Marta. Nasceu à noite e o Ventor só a conseguiu  ver no dia seguinte. Tirou-lhe uma série de fotos, mas nesse aspecto já o pai estava bem servido e eu empurrei os nossos amigos para o local, para verem a Marta, uma nova habitante do nosso Planeta Azul.

Depois ela, como já conhecia o Ventor, mal ele entrou na Maternidade, virou-se para ele e disse-lhe: «lá vem o meu Paparasi preferido. Posarei para ti sempre que queiras e só espero que seja por muitos anos». Depois adormeceu!



Olhem esta beleza chamada Marta
 

Como sabem, eu não posso deixar de defender os meus amigos porque caminhamos ao lado das pessoas e valemos, exactamente aquilo que as pesoas querem. E a Marta já tem duas companheiras para iniciar a sua caminhada no Planeta Azul e creio que já as tem como amigas. A Kindy e a Pretinha, tiradas da rua pelos seus pais, que a aqueceram na barriga da mãe. As duas enroscavam-se em volta da Marta quando ela ainda estava no seu casulinho.


As minhas amigas Kindy e Pretinha


A Kindy

A Pretinha

Eu limitava-me a acompanhar o que o Ventor dizia e a ver as fotos que ele mostrava, mas gostava das histórias que ouvia.


Ontem, a Marta e os pais vieram cá a casa e ela veio vestida de azul e branco, como eu e o Ventor gostamos. A Marta veio apresentar-se ao vosso amigo Quico e visitar  o Ventor, a minha dona e também a sua visavó. Mas, se calhar, adormeceu para se preparar para o fim de semana que se aproximava e os fins de semana, ela ainda não sabe, mas são de arrasar.

Agora, tal como tenho feito com a Joana, o Tomás e a Maria, vou passar a fazer com a Marta. Teremos fotos pelo ano fora e queles que forem nossos amigos e passarem por aqui, poderão continuar a ver os meus amiguinhos.



A Marta chegou a dormir ...


... e saiu a gritar pelo Ventor e disse, na sua linguagem, adeus Quico

Daqui, da minha janela, a Marta saúda-vos a todos.

Faz hoje um ano

Faz hoje um ano que morreu o Papa João Paulo II. Faz um ano que eu vos disse que o Ventor gostou deste Papa e considerou-o nosso amigo. E hoje posso dizer-vos que o Ventor foi baptizado numa igreja, católica-romana, a que o seu amigo Constantino abriu portas muito tempo depois de Cristo ter vindo à terra e abriu portas a pedido do Ventor.

Mas já agora também vos digo que o Ventor, nesta última caminhada pelo Planeta Azul, foi levado ao colo pela sua madrinha, perante o Senhor da Esfera, que se riu ao vê-lo! E riu-se porque sabia que o Ventor não podia, como gostaria,  ir pelo seu pé. Mas o Ventor respeita todos aqueles que, com diversas vestimentas, rodeiam o Senhor da Esfera e eu acho que o Ventor está sempre certo.

Isto serve para vos recordar a morte de um Homem, de um Polaco, de um Papa e serve também para fazer um teste sobre o comportamento do nosso amigo NetSapinho quanto à edição de posts. Já passou mais de uma semana prometida pela nossa amiga Jonasnuts e está perto dos 15 dias que o Ventor achou suficiente para resolver um problema destes.

Vou colocar este post e vou tentar editá-lo, porque o Ventor diz que, se calhar, os outros posts já não têm remédio por terem sido colocados noutras condições. Eu não percebo nada disto, mas o Ventor é capaz de ter razão. Vou ver! E acho também que devo apelar a todos os bichos que, tal como eu, devemos ter calma pois como diz a Jonasnuts, é preciso solidariedade entre animais.

Estou neste momento a fazer a edição do post. Vou colocar uma flor e mais um link, para ver se tudo está operacional. Se estiver, o meu amigo NetSapinho poderá contar comigo. Os amigos podem entrar em desavenças, mas sem necessidade de virar costas

Podem ver esta janela da Arrelia do Quico no Bravenet Web's Journal. O Ventor e eu nunca estamos parados. Todos os minutos livres são para os nossos amigos.

Ainda nesta teimosia de editar posts, podem, se quiserem, apreciar aqui, o único diálogo possível entre um Pato Pescador e um peixe. No caso, no rio Tejo.

As Cegonhas

 

Como o Ventor diz nas suas caminhadas, a cegonha é uma beleza e lá no norte de Moçambique foram suas companheiras de guerra. Elas caminhavam pelos carreiros em volta da pista de Vila Cabral e pelos charcos de águas estagnadas das chuvas onde se alimentavam. O Ventor já contou por aqui a beleza incomparável da sua menina albi-negra por lá teve e até dançava com ela e tudo.

Aquela cegonha que o Goldfinguer, o pastor alemão, ia retirar da pista para os aviões poderem aterrar sem magoar a bicha.

 

 

Os aviões comunicam do ar: «Ventor, Catataus? Pede ao Gold para ir tirar a cegonha da pista»!

E ele pedia! «Gold, vai buscar a menina à pista»! Ele ia a correr, ladrava-lhe e ela ia atrás dele a tocar castanholas. O Gold quase se deixava agarrar pela cegonha para a incentivar a correr atrás dele para fora da pista. Ela tinha as rémiges de uma asa danificadas e foram tratadas pelo enfermeiro da Força Aérea, o mesmo que tratava do Ventor e dos outros e diz o Ventor que tratou a cegonha melhor que o trataria a ele se tivesse sido necessário.


 

É a tal cegonha que o Ventor foi arrancar a um grupo de pretos que a levavam para fazer uma sopa, mas ele não deixou. Vocês nem queiram saber o ímpeto com que o Ventor sacou a cegonha aos pretos que ficaram parvos, com o branco dos olhos regalados a olhar para ele e nem tiveram coragem de ir atrás dele com a cegonha ao colo. Tiveram vontade mas não tiveram coragem!

 

 

Hoje, quando o Ventor entra no Alentejo e vê as cegonhas, é também obrigado a rever todo o filme do convívio que teve com aquela menina albi-negra que era o regalo dos seus olhos quando ela fazia treino com as suas asas em cima do bidão de gasolina cheio de terra para os proteger de algum ataque que viesse a dar-se. Sobre o bidão ela dava às asas e o Ventor fazia-lhe festas na cabeça, no pescoço e verificava se as suas rémiges melhoravam e ela olhava pacificamente a sua mão acariciadora. Ele dizia-lhe que ainda ia chegar à Europa primeiro que ele, que podia estabelecer-se entre a boa gente alentejana e que podia levar mensagens especiais do Ventor para todo o Alentejo. Entretanto ela olhava-o!

 

 

Como vocês sabem, as cegonhas, na sua generalidade, têm o seu quartel de Inverno por toda a África verde que vai desde a zona da Guiné até ao sul do Egipto, com uma linha curvada para sul, fazendo uma reentrância mais para sul no núcleo central da África pelo sul do Sael até próximo do Norte do Congo.

 

 

As cegonhas da África Oriental sobrevoam o Egipto e dirigem-se para o Mediterrâneo passando depois sobre a Península Arábica rumo à Turquia, voando as outras sobre os desertos saarianos rumo ao norte de África e depois sobre o Mediterrâneo para Itália, Península Ibériça e Europa Central. O outro quartel de Inverno é instalado sobre as florestas indianas e indochinesas até à indonésia e estabelecem o quartel de verão para Norte do Paquistão, no Japão e na zona chinesa oposta ao Japão.

 

 

A cegonha preta que parece correr maior perigo de extinção que a cegonha branca, ocupa as mesmas zonas de Inverno que a cegonha branca, mas no verão ela regressa à Europa central e espalha-se por toda a zona central da Ásia até á China. É mais bravia que a cegonha branca e apenas na Transcaucásia faz ninho próximo das habitações humanas.

 


 São uma beleza as cegonhas


As cegonhas são arautos da Primavera e vêm nidificar em velhas construções dos homens ou criam autênticas aldeias em árvores em locais junto de zonas baixas onde os lodaçais e terras pantanosas lhes proporcionam alimento. Tal como as andorinhas e outras aves, elas vão e vêm!

 

 

Dizem os especialistas que os machos podem ser os primeiros a chegar e as fêmeas chegam alguns dias mais tarde e vão ter com o seu parceiro. Será mesmo assim? Nós sabemos que o Pedro Nunes era de uma terra onde as cegonhas se dão bem, Alcácer do Sal, mas daí a elas usarem o nónio antes … bem! A verdade é que consta que eles ficam separados lá pelos quartéis de Inverno, mas não sei se têm CU (cartão Único), num chip para se controlarem no destino da futura chegada!

 

 

Também me dizem que a casa de campo que o casal volta a ocupar na Primavera, pode estar destruída parcialmente ou na totalidade pelos vendavais das invernias, mas os casais deitam bico à obra e reconstroem a casota do ano anterior, que voltam a refazer em cerca de 10 dias e parece não ser tarefa fácil! Um ninho de cegonha pesa cerca de 50 kg!

 

 

Depois da reconstrução, passam ao cerimonial que as levam à procriação. Derretem-se todas e acham que valeu a pena a trabalheira da reconstrução da sua velha palhota!

Mas não é só reconstruir! As cegonhas travam terríveis lutas pela recuperação dos seus ninhos! Como calculam elas não possuem caderneta predial e registo de propriedade e isso leva a zaragatas esgotantes e sangrentas. O Ventor sabe como é a castanhola do bico da cegonha! Fico por aqui. Também não se pode falar em tudo de uma só vez, senão acabam-se os blogs.

 

 

Digam lá que as cegonhas não são umas belezas!

Cuca - Amiga Querida

Esta foi outra das minhas amigas.

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Cuca

Esta era a nossa Cuca. Ela foi durante bastantes anos a rainha dos meus amigos. Dava fucinhadas no Rafinho quando ele se colocava à sua frente. O Rafinho batia com as patas no chão a refilar e ela punha-se a olhar para o Ventor. Depois virava-se para mim para me dizer: "já viste isto Quico? Aquele novelo negro não sai da frente da gente"! Éramos todos tão amigos.

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Cuca

Cuca molhada, em pleno Verão, depois de um trombalhão no rio. Aqui, segundo me disse o Ventor, ela tinha caído à água num belo ribeiro nas fraldas da serra de Soajo, e não sabia o que havia de fazer à vida. O Ventor tirou-lhe uma foto, e ela não sabia se rir se chorar. Mas seguiram caminho e quando se apanhou nos campos de feno, no meio de tantas borboletas e flores, cercados por belos carvalhos, corria parecia uma doida.

Nesses tempos, ela ainda era nova e mal que o Ventor se levantava, estava logo pronta para ir com ele até ao fim do Mundo! Ai que saudades eu tenho dos meus amigos que nos deixaram!

Quico

  O Quico continua a observar-nos Ele era o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ...