segunda-feira, 27 de abril de 2020

A Marta

(Já coloquei mais uma história no meu Site: Bucéfalo, o cavalo de Alexandre).

Em 25 de Março, quando o Ventor andava numa das suas farras originadas na Net, um almoço com os seus amigos BT, nasceu a Marta. Nasceu à noite e o Ventor só a conseguiu  ver no dia seguinte. Tirou-lhe uma série de fotos, mas nesse aspecto já o pai estava bem servido e eu empurrei os nossos amigos para o local, para verem a Marta, uma nova habitante do nosso Planeta Azul.

Depois ela, como já conhecia o Ventor, mal ele entrou na Maternidade, virou-se para ele e disse-lhe: «lá vem o meu Paparasi preferido. Posarei para ti sempre que queiras e só espero que seja por muitos anos». Depois adormeceu!



Olhem esta beleza chamada Marta
 

Como sabem, eu não posso deixar de defender os meus amigos porque caminhamos ao lado das pessoas e valemos, exactamente aquilo que as pesoas querem. E a Marta já tem duas companheiras para iniciar a sua caminhada no Planeta Azul e creio que já as tem como amigas. A Kindy e a Pretinha, tiradas da rua pelos seus pais, que a aqueceram na barriga da mãe. As duas enroscavam-se em volta da Marta quando ela ainda estava no seu casulinho.


As minhas amigas Kindy e Pretinha


A Kindy

A Pretinha

Eu limitava-me a acompanhar o que o Ventor dizia e a ver as fotos que ele mostrava, mas gostava das histórias que ouvia.


Ontem, a Marta e os pais vieram cá a casa e ela veio vestida de azul e branco, como eu e o Ventor gostamos. A Marta veio apresentar-se ao vosso amigo Quico e visitar  o Ventor, a minha dona e também a sua visavó. Mas, se calhar, adormeceu para se preparar para o fim de semana que se aproximava e os fins de semana, ela ainda não sabe, mas são de arrasar.

Agora, tal como tenho feito com a Joana, o Tomás e a Maria, vou passar a fazer com a Marta. Teremos fotos pelo ano fora e queles que forem nossos amigos e passarem por aqui, poderão continuar a ver os meus amiguinhos.



A Marta chegou a dormir ...


... e saiu a gritar pelo Ventor e disse, na sua linguagem, adeus Quico

Daqui, da minha janela, a Marta saúda-vos a todos.

Faz hoje um ano

Faz hoje um ano que morreu o Papa João Paulo II. Faz um ano que eu vos disse que o Ventor gostou deste Papa e considerou-o nosso amigo. E hoje posso dizer-vos que o Ventor foi baptizado numa igreja, católica-romana, a que o seu amigo Constantino abriu portas muito tempo depois de Cristo ter vindo à terra e abriu portas a pedido do Ventor.

Mas já agora também vos digo que o Ventor, nesta última caminhada pelo Planeta Azul, foi levado ao colo pela sua madrinha, perante o Senhor da Esfera, que se riu ao vê-lo! E riu-se porque sabia que o Ventor não podia, como gostaria,  ir pelo seu pé. Mas o Ventor respeita todos aqueles que, com diversas vestimentas, rodeiam o Senhor da Esfera e eu acho que o Ventor está sempre certo.

Isto serve para vos recordar a morte de um Homem, de um Polaco, de um Papa e serve também para fazer um teste sobre o comportamento do nosso amigo NetSapinho quanto à edição de posts. Já passou mais de uma semana prometida pela nossa amiga Jonasnuts e está perto dos 15 dias que o Ventor achou suficiente para resolver um problema destes.

Vou colocar este post e vou tentar editá-lo, porque o Ventor diz que, se calhar, os outros posts já não têm remédio por terem sido colocados noutras condições. Eu não percebo nada disto, mas o Ventor é capaz de ter razão. Vou ver! E acho também que devo apelar a todos os bichos que, tal como eu, devemos ter calma pois como diz a Jonasnuts, é preciso solidariedade entre animais.

Estou neste momento a fazer a edição do post. Vou colocar uma flor e mais um link, para ver se tudo está operacional. Se estiver, o meu amigo NetSapinho poderá contar comigo. Os amigos podem entrar em desavenças, mas sem necessidade de virar costas

Podem ver esta janela da Arrelia do Quico no Bravenet Web's Journal. O Ventor e eu nunca estamos parados. Todos os minutos livres são para os nossos amigos.

Ainda nesta teimosia de editar posts, podem, se quiserem, apreciar aqui, o único diálogo possível entre um Pato Pescador e um peixe. No caso, no rio Tejo.

As Cegonhas

 

Como o Ventor diz nas suas caminhadas, a cegonha é uma beleza e lá no norte de Moçambique foram suas companheiras de guerra. Elas caminhavam pelos carreiros em volta da pista de Vila Cabral e pelos charcos de águas estagnadas das chuvas onde se alimentavam. O Ventor já contou por aqui a beleza incomparável da sua menina albi-negra por lá teve e até dançava com ela e tudo.

Aquela cegonha que o Goldfinguer, o pastor alemão, ia retirar da pista para os aviões poderem aterrar sem magoar a bicha.

 

 

Os aviões comunicam do ar: «Ventor, Catataus? Pede ao Gold para ir tirar a cegonha da pista»!

E ele pedia! «Gold, vai buscar a menina à pista»! Ele ia a correr, ladrava-lhe e ela ia atrás dele a tocar castanholas. O Gold quase se deixava agarrar pela cegonha para a incentivar a correr atrás dele para fora da pista. Ela tinha as rémiges de uma asa danificadas e foram tratadas pelo enfermeiro da Força Aérea, o mesmo que tratava do Ventor e dos outros e diz o Ventor que tratou a cegonha melhor que o trataria a ele se tivesse sido necessário.


 

É a tal cegonha que o Ventor foi arrancar a um grupo de pretos que a levavam para fazer uma sopa, mas ele não deixou. Vocês nem queiram saber o ímpeto com que o Ventor sacou a cegonha aos pretos que ficaram parvos, com o branco dos olhos regalados a olhar para ele e nem tiveram coragem de ir atrás dele com a cegonha ao colo. Tiveram vontade mas não tiveram coragem!

 

 

Hoje, quando o Ventor entra no Alentejo e vê as cegonhas, é também obrigado a rever todo o filme do convívio que teve com aquela menina albi-negra que era o regalo dos seus olhos quando ela fazia treino com as suas asas em cima do bidão de gasolina cheio de terra para os proteger de algum ataque que viesse a dar-se. Sobre o bidão ela dava às asas e o Ventor fazia-lhe festas na cabeça, no pescoço e verificava se as suas rémiges melhoravam e ela olhava pacificamente a sua mão acariciadora. Ele dizia-lhe que ainda ia chegar à Europa primeiro que ele, que podia estabelecer-se entre a boa gente alentejana e que podia levar mensagens especiais do Ventor para todo o Alentejo. Entretanto ela olhava-o!

 

 

Como vocês sabem, as cegonhas, na sua generalidade, têm o seu quartel de Inverno por toda a África verde que vai desde a zona da Guiné até ao sul do Egipto, com uma linha curvada para sul, fazendo uma reentrância mais para sul no núcleo central da África pelo sul do Sael até próximo do Norte do Congo.

 

 

As cegonhas da África Oriental sobrevoam o Egipto e dirigem-se para o Mediterrâneo passando depois sobre a Península Arábica rumo à Turquia, voando as outras sobre os desertos saarianos rumo ao norte de África e depois sobre o Mediterrâneo para Itália, Península Ibériça e Europa Central. O outro quartel de Inverno é instalado sobre as florestas indianas e indochinesas até à indonésia e estabelecem o quartel de verão para Norte do Paquistão, no Japão e na zona chinesa oposta ao Japão.

 

 

A cegonha preta que parece correr maior perigo de extinção que a cegonha branca, ocupa as mesmas zonas de Inverno que a cegonha branca, mas no verão ela regressa à Europa central e espalha-se por toda a zona central da Ásia até á China. É mais bravia que a cegonha branca e apenas na Transcaucásia faz ninho próximo das habitações humanas.

 


 São uma beleza as cegonhas


As cegonhas são arautos da Primavera e vêm nidificar em velhas construções dos homens ou criam autênticas aldeias em árvores em locais junto de zonas baixas onde os lodaçais e terras pantanosas lhes proporcionam alimento. Tal como as andorinhas e outras aves, elas vão e vêm!

 

 

Dizem os especialistas que os machos podem ser os primeiros a chegar e as fêmeas chegam alguns dias mais tarde e vão ter com o seu parceiro. Será mesmo assim? Nós sabemos que o Pedro Nunes era de uma terra onde as cegonhas se dão bem, Alcácer do Sal, mas daí a elas usarem o nónio antes … bem! A verdade é que consta que eles ficam separados lá pelos quartéis de Inverno, mas não sei se têm CU (cartão Único), num chip para se controlarem no destino da futura chegada!

 

 

Também me dizem que a casa de campo que o casal volta a ocupar na Primavera, pode estar destruída parcialmente ou na totalidade pelos vendavais das invernias, mas os casais deitam bico à obra e reconstroem a casota do ano anterior, que voltam a refazer em cerca de 10 dias e parece não ser tarefa fácil! Um ninho de cegonha pesa cerca de 50 kg!

 

 

Depois da reconstrução, passam ao cerimonial que as levam à procriação. Derretem-se todas e acham que valeu a pena a trabalheira da reconstrução da sua velha palhota!

Mas não é só reconstruir! As cegonhas travam terríveis lutas pela recuperação dos seus ninhos! Como calculam elas não possuem caderneta predial e registo de propriedade e isso leva a zaragatas esgotantes e sangrentas. O Ventor sabe como é a castanhola do bico da cegonha! Fico por aqui. Também não se pode falar em tudo de uma só vez, senão acabam-se os blogs.

 

 

Digam lá que as cegonhas não são umas belezas!

Cuca - Amiga Querida

Esta foi outra das minhas amigas.

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Cuca

Esta era a nossa Cuca. Ela foi durante bastantes anos a rainha dos meus amigos. Dava fucinhadas no Rafinho quando ele se colocava à sua frente. O Rafinho batia com as patas no chão a refilar e ela punha-se a olhar para o Ventor. Depois virava-se para mim para me dizer: "já viste isto Quico? Aquele novelo negro não sai da frente da gente"! Éramos todos tão amigos.

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Cuca

Cuca molhada, em pleno Verão, depois de um trombalhão no rio. Aqui, segundo me disse o Ventor, ela tinha caído à água num belo ribeiro nas fraldas da serra de Soajo, e não sabia o que havia de fazer à vida. O Ventor tirou-lhe uma foto, e ela não sabia se rir se chorar. Mas seguiram caminho e quando se apanhou nos campos de feno, no meio de tantas borboletas e flores, cercados por belos carvalhos, corria parecia uma doida.

Nesses tempos, ela ainda era nova e mal que o Ventor se levantava, estava logo pronta para ir com ele até ao fim do Mundo! Ai que saudades eu tenho dos meus amigos que nos deixaram!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Chinchilas no Lugar do Sol

   Ventor 24.06.10

... nascidas no Lugar do Sol.

Quando as vejo, lembro-me sempre da canção que ouvi em Adrão, quando era puto:

Chinchila, chinchila,

Chinchila, meu bem.

Morreu-me a chinchila,

Não tenho ninguém.


Uma das quatro últimas chinchilas a nascer no Lugar do Sol

Em Maio, 14 ou 15 de Maio, nasceram, no Lugar do Sol, mais quatro chinchilas.

Da primeira vez, no ano passado, em Abril, nasceu uma e foi uma festa. Este ano nasceram quatro!

... E lá estão elas, todas lindas, enclausuradas nos seus buracos, nos troncos de madeira, com os papás e o Rafinho. O Rafinho continua sempre alerta a dar as boas vindas ao seu amigo Ventor e o Ventor sabe sempre reconhecer como é bom ter amigos à espera.

 

Mais Chinchilas nascidas no Lugar do Sol. Autênticas belezas!

Mas há amigos que não acreditam em ninguém, nem no Ventor, como o casal de águias que, lá longe, treinavam um seu filhote a saber encarar as misérias deste mundo.

Mas antes, enquanto eu brincava com os meus amigos, ela, a mãe, esteve sobre um poste de electricidade, por trás do arvoredo, a observar-nos. Quando eu dei por ela, fugiu rumo aos montes, a sul e lá se entretiveram os três em voos de treino. Uma maravilha podermos observar as águias e não é por acaso que só vi um coelho bravo e, provavelmente, eu terei sido a sorte dele.

As chinchilas resguardam-se nos buracos destes troncos secos e elas dizem-me que estão tão bem que até parece que estão nas áreas protegidas pelos meus amigos incas

Mas, se o Senhor da Esfera o permitir, eu voltarei a caminhar pelo Lugar do Sol e, quem sabe, numa dessas vezes, ainda venha a apanhar uma dessas belas aves de rapina, na minha objectiva.

No entanto, os meus amigos cães, quiseram mostrar-me a nova casa de arrumações dos seus donos e adoram brincar nela quando lhe abrem a porta.

A Maria pede ao Gaspar para lhe abrir a porta porque não consegue entrar pelo postigo

Depois a Maria vai embora chateada e o gaspar começa a chamá-la e a dizer-lhe para pedir ao Ventor para lhe abrir a porta. O Stick pede ao Ventor, com os olhos, para a deixar entrar

E, como sempre, foi uma belíssima brincadeira, num dia lindo, com a presença do meu amigo Apolo, que sempre gosta de estar presente.


Lince ibérico, em perigo de extinção

Quico

  O Quico continua a observar-nos Ele era o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ...