Ventor 23.04.10
Olha, olha! Já que não te identificas ...
Como te vou chamar, penudo?
Ventor 23.04.10
Olha, olha! Já que não te identificas ...
Como te vou chamar, penudo?
Ventor 15.04.10
... mais uma beleza no meu caminho
És linda. Pareces irmã do Antar
Ela sabe que é uma égua linda, mas tentou esconder-se, de mim, com os fetos. Mal ela sabe que, mal a vi, lembrei-me logo do Antar que, pelos vistos, me abandonou. Será que lhe disse, a esta mana real, para velar por mim?
Seja como fôr, ela é uma beleza. Uma beleza escondida pelo meu amigo Apolo que, sempre com a mania de ver o que eu ando a fazer, me espreita de frente e, acaba por me esconder a beleza dos amigos do Quico, mesmo sem a ajuda dos fetos!
Mas o seu olhar diz-me que também é filha do sol e que, tal como muitos outos, é digna de pertencer ao ciclo dos amigos do Quico.
Ventor 03.04.10
Algumas belezas que caminham a meu lado
Este ano tenho outros ovos especiais para vos oferecer a todos, pela Páscoa. Para isso, tive uma ajuda especial dos meus amigos cá do Burgo - a família Pingas! No dia um de Abril, o dia das aldrabices, depois de dar uma pequena caminhada por Miraflores, na companhia de duas águias que acabaram por voltar às árvores do Parque de Monsanto, regressei a casa. Depois, fui fazer uma visita aos meus amigos ... os velhos amigos do Quico - e foi o Tobias que me acompanhou, fazendo de cicerone ou guia, se preferirem, como se eu não conhecesse os cantos à casa.
Fui ter com o meu amigo Tobias ao riacho e ficou encantado por me ver.
"Sabes uma coisa, Ventor" - disse ele - "o Senhor, Pingas, toda a família Pingas anda muito triste, por tu não teres aparecido há tanto tempo". "Por isso, se não te importas, vou levar-te até eles, porque eu prometi que te levava lá. Agora não me deixes ficar mal"!
E assim foi! O Tobias desceu esvoaçando e eu lá fui caminhando por onde podia. Quando cheguei, encontrei o Pingas a enxugar-se e a Senhora Pingas no cimo da pequena ladeira. O Pingas disse-me todo encantado por me ver: "olá, Ventor! Ventor!!! Nunca mais apareceste! Eu já tinha feito queixa ao Tobias que tu tinhas desaparecido. Olha o Tobias todo contente! Ele está tão contente como eu! Olha Ventor, vai de volta e vai ter com a minha companheira que já vi que também está contente por te ver e tem lá uma surpresa para ti. Vai enquanto eu arranjo aqui as minhas últimas penas, para ver se arranjo vontade para sair do charco e subir essa ladeira. Já estou velho para essas subidas, mas como tu dizes, agora, daqui para a frente, é só dragões"!
Lá fui eu ter com a senhora Pingas. Ela estava toda encantada ao me ver aproximar. Começou logo a dar ao rabinho e a fazer um som muito especial. "Tu, Ventor, tens andado sumido. Tão longe e tão perto, Ventor"!
"Este ano, quem oferece os ovos da Pácoa, sou eu, Ventor! Tenho aqui uns ovos cheia de esperança de criar mais uns filhotes se esta gente me deixar, se fizerem a vida deles e nos deixarem fazer a nossa. Podes fotografá-los e podes enviar para todos os teus amigos, pode ser que, entre eles, haja alguns amigos dos cisnes".
Entretanto a Senhora Pingas mostra os seus ovos ao Ventor
Foi uma beleza conversar com os meus amigos, caminhar a seu lado, ler nos seus olhos as suas esperanças. Como o Tobias que me contou que conseguiu melhor refúgio para poder tratar, com mais descanso, da sua futura prole. Só eu, ele e a madame Tobias é que sabemos onde. Espero que ele seja bem discreto e que tenha uma primavera gloriosa.
Mas recebi muitas queixas desta rapaziada. As patas não têm onde pôr os ovos, a Senhora Pingas, foi pô-los, quase no meio do caminho. Pouco faltou. Há lá dois arbustinhos a tentarem dissimular os cinco ovos bem visíveis dos meus amigos Pingas. Já me disseram que a Câmara tem uma biologista a tratar desta rapaziada. Mas, biologista ou não, provàvelmente não percebe nada disto. Terá aprendido, caso seja biologista, que os patos e todos os penudos pôem ovos e isso bastar-lhe-à.
Meus amigos, aproveito este poste, para vos recordar que, na Páscoa, comemos amêndoas, comemos animais, comemos ..., mas também para vos lembrar que temos de saber tratar daqueles que ficam a fazer-nos companhia e a caminhar a nosso lado. Lembrem-se que, sem eles, o mundo nunca prestará. Lembrem-se também que eles também comem e também gostariam que, junto de nós, lhe devemos recriar o mundo que também é deles. É um prazer ver um pato a dar ao rabinho e a conversar com uma criança, connosco. Sim porque eles conversam, ou têm dúvidas disso!?
Fiquei muito contente com a alegria deste casal de cisnes e como eles pedem às pessoas, que passam, para não fazerem mal aos seus ovos e se tiverem sorte aos seus filhotes, mais tarde. Eles dão ao rabo na horizontal e olham-nos com olhos brilhantes cheios de uma grande amizade. Porque eles já sabem bem que são as pessoas que lhes dão de comer. Mas tenho a certeza que eles também sabem que, nem todos os que passam, junto deles, são tão puros como eles. Como a besta humana que levantou uma grande pedra e deu com ela na cabeça de uma cisne, que tentava chocar os seus ovos no seu ninho, no Parque Central da Amadora. Foi isso que me disseram. A filha da família Pingas, terá sido morta assim. Eu sei o castigo que lhe dava se o apanhasse e fosse eu o justiceiro cá do Burgo. Mas também não sei se foi assim. Talvez a palavra vá passando, sempre a aumentar pontos. Mas que há gente dessa, eu não tenho dúvidas que há.
Boa Pascoa para todos.

Lince ibérico, em perigo de extinção
Ventor 25.03.10
Fifi, uma amiga do Quico e do Ventor
Estás linda, minha menina!
Mas já não vais esperar os teus amigos à escada.
Hoje notei muito a vossa falta, tua e do Zé.
Senti-me triste por não vos ver aos dois cheios de alegria a receber o Ventor.
O Zé nunca mais o fará e tu choras pelos teus amigos.
Ventor 17.03.10
Hoje decidi renovar as minhas caminhadas.
Pois foi, mas deixou de ser! AS MINHAS DESCULPAS.
Tudo o que digo abaixo, mantém a sua razão de ser, mas tenho dificuldades em desfazer-me daquilo que gosto. Por isso, vou manter-me por aqui.
Agora que não há, praticamente, limites para os blogs, no meu amigo Net Sapinho, vou, ou melhor, vamos, eu e os amigos do Quico, relançar o Blog.
Hoje, como não me era fácil caminhar, cansei depressa, meti-me detro do carro a ler um livro e, quando dei pela fé, estava a ser observado de uma árvore ao lado. É uma jóia de penas! Chapim?
Terminaram as arrelias, mas os amigos não terminam.
E não terminam porque recebi e-mails de pessoas que nem me conhecem mas que gostaram bastante das Arrelias do Quico, devido à maneira como foram expostas, um tanto a correr mas, a chamarem sempre a atenção, de todos, para as maravilhas da Natureza. Reli alguns dos textos dos meus Blogs e acho que aprendi muito com o meu gato.
Ele, realmente, não fazia, mal, algum, aos seus pequeninos companheiros de caminhada que apareciam por aqui e até me pedia para não ser eu o algoz de qualquer um deles, fossem eles formigas, baratas, borboletas, abelhas, besouros ...
Por fim, tirei a máquina e ainda me permitiu que lhe tirasse 4 fotos. Por fim lá se foi embora, porque não gostou que eu me armasse em paparasi.
Vocês não acredita, mas podem crer que muito conversou comigo!
Nesse aspecto, aprendi muito com ele. Fui criado, numa aldeia de montanha onde era bastante desenvolvido, o instinto da malvadez para com tantos desses belos animais e hoje comprendo que se tornou tarde para muitos deles e eu ainda tenho dentro de mim a dôr psicológica dos maus tratos que lhe causávamos e penso que, como animais, perigosos ou não, me olhavam, no momento da sua morte, com ódio ou compaixão, talvez eles possam sentir ódio e dó de nós (porque não?), ainda hoje sinto remorços desses maus feitos.
Este é fabuloso! Tanto um como outro têm sido, estes dias, belos companheiros das minhas caminhadas
Acredito que, se eu tivesse tido um Quico qualquer (os mais velhos, por exemplo) a mostrarem-me, a mim e a outros, que tudo isso era mal feito, talvez neste momento, eu sentisse que, afinal, todos nós somos seres que convivemos, bem ou mal, sob o Tecto do meu amigo Apolo. Eu gostaria que esse convívio, fosse o convívio do bem.
Recordo-me duma Professora que me disse que, se depende-se dela, poria os seus alunos a ler a Arrelia do Quico.
Por isso, como cada vez há mais crianças com acesso à Net, irei continuar a deixar aqui, "junto do meu Quico", este troço das minhas caminhadas.
Talvez outros ainda estejam a tempo de ter a aprendizagem que eu não tive.
O Quico continua a observar-nos Ele era o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ...