segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

No Lugar do Sol

  Ventor 15.02.10

... uma caminhada entre amigos.

Hoje, sou eu, o Rafinho que, com a ajuda do Ventor, vos vou aresentar, os meus novos amigos.

Este, em baixo, é o meu novo amigo que veio para substituir o velho Gaspar, atropelado numa estrada aqui perto, quando partiu convencido que iria encontrar os nossos donos.

A minha dona foi buscar lá para os lados do Porto este amigo, o Gaspar II que nunca substituirá o outro, mas falar em substituir, é uma maneira ténica de dizer as coisas. Foi assim que o meu amigo Quico me ensinou quando eu passava lá por casa para visitar ele, o Ventor ... toda a família. Eu e o Quico conversávamos muito. Digam lá que este meu novo amigo não é um cão lindo! É um digno sucessor do Gaspar I.

O Gaspar II

Esta menina de baixo, é a minha amiga Maria - a irmã do Gaspar II.

Quando a minha dona foi buscar o Gasppar II, o Gasppar chorava por ela e ela pr ele e, como a pessoa que iria ficar com a Maria desistiu dela, a minha dona resolveu trazê-la também. Assim, já não ficaram uma vida inteira a chorar um pelo outro e são muito felizes aqui connosco. Eles são muito meigos e amigos.

Maria, a irmã do Gaspar II

Depois apareceu o Stick. Mas a história do Stick é diferente. A vida correu mal aos seus donos e resolveram oferecê-lo à minha dona que teve pena dele e acabou por o trazer. Ele é uma meiguice e só passou a haver um problema para resolver entre ele e o Gaspar II. Quem, de facto, vai mandar, cá em casa, depois dos nossos donos? Só poderá ser um, pois não será bom para bem da civilização canina, haver mais do que um comando. Parece que o Stick está a ver se as coisas se compõem e disposto a não reivindicar o lugar de chefe, desde que haja um bom entendimnto entre os dois, pois o Gaspar aceitou-o muito bem e onde está um, está sempre o outro. São os dois bons rapazes.

Stick, o amigo que entrou no Lugar do Sol, também para ficar

Este é o Gil! Esteve a morrer, mas safou-se bem. O Vet dele fartou-se de trabalhar para ajudar o gajo a sair de todas as maleitas que o acompanharam. Agora ele com o dono, já me parecem tão amigos, como eram o Quico e o Ventor. O Ventor disse-lhe para ter cuidado com os peixes e ele disse-lhe logo: "que tens tu a ver com isso? Apetece-me um peixinho"!

Imaginem se lhe dá para lhe apetecer um coelhinho! Mas não, nós somos todos amigos.

Gil, o gato que sobreviveu a tudo

E este que vêm aqui sou eu - o Rafinho da Joana. Eu sou o único, de nós todos, que conheci o nosso amigo Quico e agora eles só querem que eu lhe conte histórias do Quico e do Ventor. Eu ouvi os dois a conversarem sobre muitas coisas e depois, quando o Ventor não estava o Quico ensinava-me a mim as histórias que o Ventor lhe contava. Talvez vos conte aqui algumas que me recorde.

Eu sou o Rafinho da Joana

Mas fica para outro dia. Por agora só vos apresentei os meus amigos, mas também vos digo que estou muito triste. A família das chinchilas, passam a vida a dormir e eu, para me aquecer, vou para junto deles, aqui nas cavernas dos cepos das madeiras, mas como eles só dormem, até parecem lagartos a invernar! já não sei que fazer, até parece que estou aqui sózinho, a ver os cães a passar. Nem o Ventor me conseguiu animar! Mas talvez tudo melhor, pois vem aí a Primavera e já hoje esteve um dia muito lindo.

Como vocês saberão, com a chegada da Primavera, tudo melhora! Os passarinhos começam a cantar mais animados, os coelhos vivem mais felizes, brincam muito, as chinchilas com outro ânimo, passam a ter outra azáfama e eu com elas. Tudo vai melhorar, espero!

Voltarei a passar por aqui se o Ventor me deixar.


Lince ibérico, em perigo de extinção

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Caminhando entre Amigos

   Ventor 07.02.10


... "os amigos do Quico"!

Ontem levantei-me cedo, como normalmente faço. Após o duche da manhã, fui até junto do miradouro do Quico. Dali, o Quico e eu mirávamos tudo, agora miro eu sòzinho e é nestes momentos que não consigo esquecer o meu companheirinho Quico. Como diz o João, ele foi pr'a rua!

Mas os olhos do meu Quico estão em todo lado. Talvez no olhar deste pombo

Dali, observei os nossos amigos, em exercícios de voos reais! Exercícios de voos reais, levados a cabo por patos reais. Houve tempos em que observava exercícios de fogos reais e agora observo exercícios de patos reais. Ver estes animais penudos exercitarem-se logo pela manhãzinha, nos seus voos em grupos, tornou-se para mim uma beleza real e já me consegui certificar que quando passam junto da minha janela, me observam e sabem que eu e eles já temos um caminhar comum na senda do bem.

... no olhar desdte pato ....

Eles voaram em ciclos e, por fim, houve um que poisou na água mesmo à minha frente. Os outros sete foram dar mais uma volta e parecia que iam aterrar junto dele, pois fizeram um voo raso, mas foi só para lhe chamarem um nome. "Estoiraste, cansadinho! Maricas"! E lá prosseguiram com mais uns ciclos até que por fim, lá poisaram, um pouco mais abaixo, que patos cansados devem ser votados ao ostracismo durante a recuperação de novas energias. Depois fica tudo bem ao iniciarem mais uns voos, pois na vida de patos, como em qualquer outra, tudo deve estar operacional!

... desta alvéola ...

Fiquei cheio de inveja destas belezas! Saí mais a dona do Quico, fomos buscar a Verónica (a moça romena que nos ajuda de vez em quando cá por casa), a Alfragide, fomos beber café e levei-as a Massamá. Depois pisguei-me! Achei que os patos reais me convidaram para ir fazer uma caminhada, junto deles, e assim fiz. Fiz uma caminhada de 2 horas entre vários amigos.

... deste cavalo ...

Comecei por ter um encontro com cavalos que a minha máquina rebocou até este blog e lá fui ter com outros patos que não os meus vizinhos pelas ribeiras que mostram os caminho ao rio Jamor e lhes vão enchendo o leito de histórias sem fim.

Mas isto tem estado muito aquém dos mínimos e não me foi fácil fazer essa caminhada. Não seria sequer capaz, não fosse o alento dado por estes belos amigos. E, já próximo do fim, encontrei mais um amigo especial, que se aproximou de mim, olhou-me nos olhos e disse-me que iria fazer uma exibição para me animar, a tentar apanhar um pato real. Fez algumas 10-12 investidas contra os patos que se encontravam nas margens e, mal ele se aproximava, esquivavam-se água dentro.

...deste gato!

Por fim, não conseguindo apanhar pato nenhum, como gostaria, pediu-me para ter calma pois ainda não tinha desistido. Iria só fazer uma pausa e fazer outra tentativa pelo meio, desta vez com um rato! Eu disse-lhe que o rato estava no meio das ervas, mas o gajo tentou tudo para me impressionar com as sua técnicas felinas de caça e, mesmo não tendo caçado nada, impressionou-me mesmo!

Gato que aguentou várias investidas contra os patos mas, quando borrifado com água, acabou por desistir, derreado!

Depois, lá foi fazer mais três tentativas de assalto contra os patos, e quando eles entraram água dentro, fizeram-no com tanto afinco que o chapinharam com água, estragando tudo, pondo termo à brincadeira.

O gato olhou para mim e disse: "Desisto, Ventor, já me molharam"!

Assim nos separamos, gato, patos, galinhas d'água e eu. Os patos, as galinhas, restante passarada e os ratos, lá ficaram. O gato e eu seguimos nossos destinos.


Lince ibérico, em perigo de extinção

sábado, 9 de janeiro de 2010

O João disse Quicquinho

   Ventor 09.01.10

Caminhando, ao lado do Ventor, como mais um dos seus Ajudante de campo.

Ele anda por aqui, a crescer, a nosso lado e é um dos mais chegados amigos do Quico. Ao fim do seu primeiro ano de vida, ele pronunciou a sua primeira palavra, junto de mim. Ele gritou Quiquinho, para o nosso amigo Quico.

Ele acelerava, tentando apanhar o Quico pelo rabo, mas o Quico caminhava à sua frente à velocidade do João e sempre a controlar a sua passada. Quando se aproximava da cama saltou para cima e o João, especado, a olhá-lo, já fora do seu alcance, gritou: "Quiquinho"!

Ele ouvia eu dizer ao gato que o João era amiguinho e como eu lhe dizia: «Quiquinho, o João é amigo». Ele sabia que o Quiquinho era o gato e foi por isso que pronunciou a palavra tão bem quanto eu. Só a voz era mais fininha.

Agora, quando se senta ao meu colo e fica a olhar as imagens, quando vê aparecer o Quico, ele olha muito sério e diz, com uma voz muito mais calma que da primeira vez a palavra Quiquinho. "oh, Quiquinho"!

"O Quiquinho foi p'ra  rua"!


Lince ibérico, em perigo de extinção

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Protecção

  Ventor 20.12.09

Hoje vou falar-vos de amigos. Amigos do Quico e do Ventor.

Quando eu falo aqui de protecção, neste caso específico, refiro-me à GNR. Quando passo junto à Escola Prática da GNR, ali por Queluz-Massamá, passei a olhar aquele local como uma zona de protecção.

Já o meu gato me dizia que, "se não fossem os GNR's e outros, se calhar, tu já terias ficado pelo caminho, e eu aqui, em casa, sempre à espera".

Não sei se fazem o trabalho bem ou mal, não estou aqui para julgar ninguém, mas sei que sempre terão algum poder dissuasório sobre os que julgam que as estradas só foram feitas para eles.

Pois eu sei que tinha um gato inteligente, mas também sei que não há trabalhos perfeitos, nem mesmo os levados a cabo pela GNR.

Por exemplo: multar o meu carro, algures no Alentejo, onde ele nunca tinha estado e ainda, para mais, com seis passageiros, onde, até então, não tinham entrado mais que três e um gato. Mas enfim!

Bisnetas da Izabelinha na ribeira de Queluz

Agora vou falar-vos da outra protecção.

Algum tempo atrás, quando fazia uma caminhada no jardim de Queluz, onde passa a ribeira de Queluz, procurava saber, se ainda andariam por ali, os familiares da Izabelinha, a amiga do Quico.

Fiquei contente pois andavam por ali algumas, penso ter contado oito, mas era um local onde, nunca tinha visto mais de quatro patos. Nesse dia vi cerca de uma centena a tentarem apanhar o comer que lhe enviavam.

Um dos três grupos dos patos reais que apanhavam o pão que algumas pessoas que por ali passeavam, lhes iam enviando.

Uma centena de patos reais e um especialista no assunto, aposentado da Câmara, me deu uns lamirés sobre os dito-cujos e me falou da "menina da Malveira".

Então fiquei a saber o mais importante. Todos aqueles patos, muitos deles ou quase todos, eram selvagens e fazem a sua aparição pela ribeira de Queluz, onde as pessoas lhes vão dando de comer durante as suas passeatas.

Depois, quando eu levei o caso para o aspecto da segurança, pois por ali não haverá muita, veio a resposta.

O frenesim da apanha de pedaços de pão

"Pedem protecção"!

Achei piada à frase que ouvira e disse: «pedem protecção»?

"sim" - disse o tal senhor. "pedem protecção à GNR"!

«O quê? Á escola ali de cima»?

"Exactamente"!

"Ao aproximar da noite, eles dão por aí uns voos e zás, entram pela GNR dentro! Ali sentem-se seguros".

Pois, a mim, se o dito senhor falou verdade, nunca me tinha passado pela cabeça que eram uns belíssimos protectores de patos reais e não só. Parece que eles têm lá dentro um lago e os patos recolhem-se por lá, à noite. E eles lá sabem porquê.

"Olha lá, oh pato comilão! Um desses pedacinhos era para mim"! Dizia esta bisneta da Izabelinha

Só para terem uma ideia da desgraça destes animais, no mundo, recordo-vos só, que sobre o "minúsculo" território de Israel, uma das áreas de passagem dos patos reais quando dos seus movimentos migratórios, são mortos todos os anos, milhões de patos reais, nas caçadas.

Agora imaginem como será por esse mundo fora!

Se derem rédeas soltas, na morte aos patos reais, um dia, esses mesmos caçadores, colocarão os binóculos, escovilharão os céus e, então sim, ficarão a saber que deveria haver limite para a ganância.


Lince ibérico, em perigo de extinção

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tudo bem ...

  Ventor 08.12.09

... com as minhas caminhadas oníricas, na esfera paralela!

Eu sei que o Quico continua a ser parte integral das belas caminhadas da deusa Bastet.

 

Imagem da deusa Bastet tirada da minha amiga Wiki, da autoria de Guillaume Blanchard. A utilização deste ficheiro é regulada nos termos da licença Creative Commons - Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 1.0 Genérica

Não era por acaso que, durante milénios, nos encontrávamos no Portal do Egipto quando deixávamos de habitar sob o tecto de Apolo ou quando a ele regressávamos. Ainda não vos falei noutros portais que nos permitem entrar e sair do Planeta Azul sempre que nos deslocamos para a esfera paralela onde caminham os espíritos dos que partem. Um dos grandes portais é aquele que dá acesso ao Vallala de Odin. Por lá, nunca encontrei o Quico porque, por lá não caberia a deusa egípcia, companheira do Quico nas caminhadas terrestres.

Falarei por aqui, mais tarde das entradas e saídas das Valquírias na pesquisa de guerreiros que um dia defenderão o Grande Vallala.

Por agora, limito-me a falar dos meus sonhos que me continuam a pôr em contacto com o meu Quico que sei ter atingido níveis de perfeição inacreditáveis para quase todos os seres humanos.

Descobri que, em volta da nascente que é a minha Parnaso - as Fontes - concentram-se os que o Senhor da Esfera tem como sendo os bons espíritos que caminharam por bem neste meu (nosso) mundo.

Entre outros, o meu Quico, o Mago Merlin, toda a minha gente, duendes, ninfas, musas, ... todos eles fazem, comigo as nossas caminhadas oníricas, naquilo que eu achei, por bem, dar mais uma passada, chamando-lhe: Esfera Paralela. Existem todos esses espíritos que caminham entre os "deuses" e nos põem em contacto, uns com os outros, entre as Esferas.

Não é por acaso que o meu Quico está cada vez mais presente nas minhas caminhadas de sonhos a que passarei a chamar, as minhas caminhadas oníricas!

Pois foi! Desta vez, ele esteve comigo no local onde eu pensava sempre em enterrar o seu corpo, aquele corpo peludo que eu tanto acariciava, tanto afagava, tanto ... até posso mesmo dizer, adorava! Ali, observando o local, ele me disse que, em boa hora o levei para os montes que fizeram parte das mais belas das minhas caminhadas de sempre, talvez felizes porque eram caminhadas inocentes e, entretanto, acabou por me agradecer a luta na fronteira das Trevas e da Luz contra todos que se serviram de Marduk para provocar o Ventor.

Foi-me dando marradinhas e perguntou-me se, na realidade, não reconheci a espada que utilizei para cortar tanta cabeça!

Quando lhe disse que a encontrei dentro duma casa velha campestre, a primeira onde entrei depois de grande corrida, ele disse-me que foi o Merlin que partilhou o sonho comigo e foi a correr tentar obter o equipamento de combate de Sir Lancelot, mas não conseguiu e, então, conseguiu o equipamento de um templário e obteve do Rei Artur a espada Excalibur e a sua benção para a luta, recordando os tempos de Camelot.

O Merlin e o Rei Artur acreditaram que, o Ventor de todos os tempos, a Excalibur de tempos áureos e o espírito templário, seriam invencíveis no combate às forças das Trevas.

O Quico num dos seus momentos felizes

«Por mim, disse-me o Quico, sinto-me muito feliz por partilhar contigo os trilhos da Luz e continuar a caminhar a teu lado».

Ao ouvir isto, reparei à minha volta, e já não estava no mesmo local, mas sim a quilómetros, no Alto de Facuque, a observar tudo à minha volta, inclusivé as Fontes. Ali tudo era uma festa e no meio da festa, andava o Quico, de rabo no ar, entre todos aqueles amigos, onde, mesmo junto à nascente, se encontrava o Merlin, deitado de costas, com as pernas traçadas e sorridente a perguntar ao Quico.

«Então Quico, deixaste o Ventor para trás»!


Lince ibérico, em perigo de extinção

Quico

  O Quico continua a observar-nos Ele era o mais lindo dos meus amigos. Eras o mais belo companheiro que qualquer pessoa gostaria de ...