sábado, 7 de agosto de 2004

Ainda sobre o Zé

O Zé, às vezes vai às amoras com o Ventor e depois conta-me histórias, muitas histórias! Mas há histórias que eu não posso contar aqui, senão o meu amigo Zé zanga-se comigo. Na albufeira de Santa Susana a história só acaba quando abandonam aquele grande "mar" de água!


O Zé não gosta de ver o Ventor perder tempo com os outros bichos. Amandou-se pela água dentro para correr com uma cegonha que se estava a fazer à conversa com o Ventor e queria apanhar todas a libélulas que o Ventor tentava fotografar!


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Amoras das silvas


No meio das silvas, enquanto o Ventor fotografa as amoras, o Zé quer cheirar os rastos dos coelhos e dos ratos e sei lá que mais! Mas o Zé tem muitas histórias tristes contadas pela sua vida desgraçada até os seus novos donos o conseguirem apanhar lá por Alfragide.


O Zé não gosta de andar de carro, mas lá se sacrifica só para não ficar sem aqueles que lhe arranjaram uma vida de príncipe. Mas em Junho, no Algarve, o Zé ia morrendo e o Ventor ainda não sabe porquê! Talvez de um golpe de calor. O Zé ficou na praia com os donos e a minha dona enquanto o Ventor foi esturricar para as falésias onde andou kms até ao almoço!


Quando regressaram da praia dos Salgados para a Senhora da Rocha, ao passarem no Centro de Armação de Pera, o Zé sentiu-se muito mal e até perdeu os sentidos.


Pararam o carro no meio da rua, tiraram o zé cá para fora e improvisaram ali os primeiros socorros. A minha dona começou a despejar-lhe a garrafa de água de luso pela cabeça abaixo e diz o Ventor que só se ouvia gritar pelo Zé! O Zé quando veio a si, trocava os passos e cambaleava. Não se segurava de pé e olhava para eles com um olhar tão triste que até parecia que lhes dizia que ia morrer. Foi muito triste ver assim o Zé e durante três dias ele foi tratado como um príncipe. Talvez o Príncipe das Marés!!!


Ao começar a melhorar, lutou com dois do tamanho dele, mas estava debilitado e teve de fugir para o apartamento! Segundo disse a dona dele, ele também deu! Mas eram dois e achou que a casa era o melhor sítio. Mas à noite foi o Ventor que o levou à rua e foram tropeçar nos outros dois. Foram eles que fizeram agulha e obrigaram o dono, um romeno, a dar uma grande volta para ir para casa! Terão dito: "é melhor debandarmos que o gajo está na terra dele"! Mas não, eles é que estavam na terra deles, eram algarvios segundo disse o dono, ao Ventor, no dia seguinte.


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O Zé é um fenómeno e já somos amigos!

2 comentários:

  1. Grande Zé! Se ele sofre tanto o calor é melhor não o levar às Azenhas do Mar. Ontem, o calor lá era de derreter. BjosFormiguinha
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  2. Olá, Formiguinha! Se não fosse o Ventor, eu já teria dado cabo do Zé. Sempre que ele se aproximava do nosso amigo Rafinho, velhote e doente, eu tinha vontade de o esfarrapar todo, mas o Ventor ralhava comigo e dizia-me que o Zé não lhe fzia mal! E nunca fez, nem tentou, só o queria cheirar, mas eu colocava-me ao lado do Rafinho e ele quando olhava os meus olhos nem se aproximava. Agora, não o deixo pôr pé em ramo verde, mas já somos amigos. Não sei que é que o ventor vê neste gajo! E o Zé sempre que chega, desfaz-se todo em festas!ventor
    (http://quicoarreliado.blogs.sapo.pt/)
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